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Um estudante brasileiro de 19 anos morreu esfaqueado dentro de uma universidade nos Estados Unidos

Investigação sugere que a morte de João Souza tenha sido premeditada. (Foto: Reprodução/Facebook)

A polícia do campus da Universidade de Binhampton, no Estado norte-americano de Nova York anunciou nessa segunda-feira a captura de um homem suspeito de ter esfaqueado e matado o estudante brasileiro João Souza, 19 anos. O crime foi cometido na noite do último domingo, dentro de um dos dormitórios da instituição de ensino superior, localizada a aproximadamente 300 quilômetros de Nova York.

De acordo com testemunhas ouvidas pelos investigadores, o jovem (que estudava no país pelo menos desde o ensino médio e era calouro do curso de engenharia) recebeu golpes de faca no pescoço. Ele chegou a ser socorrido em um hospital da região, mas não resistiu aos ferimentos.

“Infelizmente, vivemos em uma época na qual a violência faz parte da sociedade. E em uma universidade com mais de 17 mil alunos e vários milhares de professores e funcionários, há ocasiões em que a violência acaba invadindo o nosso campus”, lamentou o diretor-geral da universidade, Harvey G. Stenger, em nota divulgada também nessa segunda-feira.

Ataque premeditado

Segundo o chefe da polícia da universidade de Binhampton, Timothy Faughan, uma análise preliminar do caso aponta para a hipótese de crime premeditado. Os policiais divulgaram uma imagem registradas pelo circuito interno de monitoramento do campus, que mostravam a entrada do suspeito em um dos prédios da universidade.

Ele vestindo abrigo preto, luvas, capuz e uma espécie de bandana que cobria parcialmente o seu rosto, em uma clara tentativa de esconder a sua identidade – que apesar da captura permanece em sigilo. “Desde o início da apuração deste crime, ficou muito claro que não se tratava de um ato aleatório de violência”, relatou Faughan na entrevista coletiva que concedeu nessa segunda-feira.

Conforme a direção da universidade, os familiares do jovem que vivem no Brasil foram avisados, mas pediram para não ter os seus nomes divulgados, ao menos neste momento, a fim de preservar a sua privacidade.

Bom desempenho

Sammy Landino, colega de João Souza na universidade e no ensino médio da escola Blind Brook em Rye Brook, Nova York, contou à imprensa que o brasileiro era uma pessoa alegre e se destacava jogando futebol. “Quando penso nele, penso em um grande homem, um atleta fantástico, uma pessoa incrível que sempre fazia os outros rirem, que sempre criava uma conexão. Essa violência sem sentido é lamentável”, disse.

Outro caso

O assassinato de João Souza foi o segundo ataque fatal registrado contra estudantes da Universidade de Binghampton em um período de menos de dois meses. Isso deixou a comunidade local assustada, pois a região não costuma ser palco para esse tipo de crime até bem pouco tempo atrás.

No dia 9 de março, a acadêmica de enfermagem Haley Enderson, norte-americana, foi encontrada morta em uma residência estudantil fora do campus. A causa da morte também foi um ataque a faca mas dessa vez o incidente teve motivação passional: o ex-namorado da vítima, o nicaraguense Orlando Tercero, fugiu de volta para o seu país na América Central, mas foi preso e casa e aguarda a extradição para os Estados Unidos.

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