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Um ex-presidente do Banco Central defendeu a política econômica do governo de Bolsonaro

Carlos Geraldo Langoni comandou a instituição de 1980 a 1983. (Foto: Reprodução/YouTube)

O economista Carlos Geraldo Langoni, que presidiu o BC (Banco Central), defendeu o “choque liberal” liderado pelo atual ministro da Economia, Paulo Guedes. Segundo ele, só um ajuste fiscal permanente permitirá que a inflação reduzida e os juros baixos não sejam transitórios e sim permanentes.

A avaliação foi apresentada nessa sexta-feira, durante a cerimônia de lançamento da coleção “História Contada do Banco Central do Brasil”, realizada no Rio de Janeiro. A coleção reúne depoimentos de ex-dirigentes da instituição. Langoni exerceu o cargo no período de 1980 e 1983, durante o governo do presidente militar João Baptista Figueiredo.

De acordo com Langoni, o BC já está na sua fase de maturidade e sua trajetória revela um legado excepcional: “Se essa história contada tivesse hoje seu ‘happy end’ [“final feliz”], seria quase ‘happy’, porque nós temos uma inflação abaixo da meta, juros historicamente baixos, bolsas externas com uma solidez impressionante, capazes de enfrentar as incertezas provocadas pelo presidente norte-americano Donald Trump, as viagens comerciais e mesmo a normalização monetária dos bancos centrais, que é inevitável”.

Independência

Ainda conforme o economista, um dos desafios que deve ser enfrentado pelo atual governo federal é o de consolidar a independência do BC. Há, inclusive, um projeto-de-lei com esse intuito, em tramitação no Congresso Nacional, buscando fixar mandatos de quatro anos para os diretores de instituição, de forma que não coincidam com o mandato do presidente da República.

“Na verdade, falta primeiro a independência formal do Banco Central e uma agenda de reformas que faça parte desse choque liberal liderado pelo brilhante economista Paulo Guedes”, prosseguiu. “Falta, também, um grande esforço de reconstituição fiscal, com um ajuste permanente e sustentável, porque só isso aumenta o poder de manobra do BC e só isso permite que esse momento de inflação baixa e juros baixos não seja apenas transitório.”

Na abertura do lançamento da coleção, o atual presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn ressaltou ter “bons olhos” em relação ao novo governo. Ele também avaliou como bem-sucedida a política de combate à inflação adotada pela instituição.

Pedro Malan

Durante o mesmo evento, o ex-presidente do BC (1993-1994) e ex-ministro da Fazenda (1995-2003) Pedro Malan disse que os problemas fundamentais que o governo atual precisa enfrentar são de natureza fiscal. “Os grandes desafios residem aqui”, ponderou.

A cerimônia também contou com a presença de outros ex-presidentes do Banco Central. O grupo incluiu Alexandre Tombini, Armínio Fraga, Chico Lopes, Henrique Meirelles, Elmo Camões e Fernando Milliet.

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