Segunda-feira, 09 de Dezembro de 2019

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Brasil O primeiro leilão da mansão do ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral terminou sem lances

Preso desde novembro de 2016 e condenado em processos derivados da Operação Lava-Jato, Cabral pediu desculpas por ter participado de esquemas de corrupção. (Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil)

O primeiro leilão da mansão do ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral (MDB) e da ex-primeira-dama Adriana Ancelmo em Mangaratiba, no Sul fluminense, terminou sem lances. Ninguém se dispôs a desembolsar o lance mínimo de R$ 8 milhões, valor pelo qual o imóvel foi avaliado. Um segundo certame está marcado para o dia 13 de setembro às 14h, quando o lance mínimo para a casa cai para R$ 6,4 milhões.

Um jet ski de Cabral avaliado em R$ 45 mil foi vendido por R$ 50 mil pelo ex-delegado da Polícia Civil Fernando Moraes, conselheiro da Agetransp e ex-presidente do Detro disse que fez a oferta pelo jet-ski para dá-lo de presente para o filho. Moraes também já foi vereador do Rio pelo MDB e namorou Luma Oliveira.

“Não acho nada demais (o jet-ski ter sido de Cabral). É um leilão como outro qualquer, como os outros de que participei”, disse ele, afirmando que a vantagem do leilão é poder parcelar em 30 vezes a moto aquática.

Um jet-boat avaliado de R$ 50 mil foi arrematado por R$ 85,5 mil pelo empresário Ricardo Lisboa. Ele disse que comprou porque achou o preço vantajoso, uma vez que o preço de mercado do bem chega a R$ 100 mil.

“Para mim não faz efeito nenhum se foi ou deixou de ser (do ex-governador). O preço coube no bolso”, disse Ricardo. Outros bens de Cabral e Adriana que também estavam no leilão mas não receberam lances voltarão a ser leiloados na próxima quinta-feira. São eles: a Lancha Manhattan Rio, avaliada em R$ 4 milhões, e três automóveis (um de R$ 240 mil, outro de R$ 120 mil e um terceiro de R$ 76 mil). Assim como no caso da mansão de Mangaratiba, no próximo certame os lances mínimos para esses bens terão desconto de até 25%. O lance mínimo para a lancha, por exemplo, cai para R$ 3,2 milhões.

Também estavam no leilão quatro imóveis de Ary Ferreira Filho, apontado como operador de Cabral, além de relógios do ex-secretário de Obras Hudson Braga, que não foram arrematados e também serão oferecidos no segundo certame.

O leilão da casa de Mangaratiba e de outros bens de Cabral e Adriana foi autorizado pelo juiz Marcelo Bretas no ano passado, mas foi suspenso pelo Tribunal Regional Federal da 2ª Região. Ele foi remarcado depois que o casal abriu mão dos bens para a Justiça. Por conta da iniciativa, Cabral e Adriana tiveram redução de pena na última condenação que receberam de Bretas.

Redução de pena

A redução da pena do casal veio no processo da Operação Eficiência, em que o empresário Eike Batista também foi condenado. Adriana foi condenada a uma pena total de 4 anos e seis meses por corrupção passiva. O juiz imputou a ela também outros 4 anos por lavagem de dinheiro. No entanto, Bretas levou em conta o fato de ela ter renunciado ao patrimônio e retirou essa parte da condenação. Adriana, portanto, ficou apenas com a pena de corrupção passiva.

No caso de Cabral, a pena total foi de 22 anos e oito meses nesse processo. Foram 13 anos e 10 meses de reclusão por corrupção passiva e 4 anos e seis meses por evasão de divisas. Assim como para Adriana, a redução de pena para o ex-governador veio no crime de lavagem de dinheiro. A pena inicial para esse crime era de 6 anos e seis meses. Ao levar a entrega do patrimônio em conta, o juiz aplicou uma redução parcial de dois terços da pena, que caiu para 2 anos e dois meses nesse crime.

Na sentença, Bretas lembra que Cabral e Adriana não reconheceram ter praticado atos de corrupção, mas sim crimes de outra natureza, de crimes de lavagem de ativos, como os que foram tratados no processo em que houve a condenação.

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