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Um feto foi devolvido ao ventre da mãe após ser retirado do útero para a realização de uma cirurgia rara

Na 24ª semana de gestação, o médico abriu o útero de Bethan, operou a espinha do feto e o devolveu ao ventre materno. (Foto: reprodução/Facebook/Bethan Simpson)

Quando passa por exame de ultrassom de 20 semanas, Bethan Simpson, de 25 anos, recebeu uma notícia difícil: o bebê que a britânica carrega no ventre não estava apresentando o desenvolvimento esperado.

Bethan foi levada, então, ao Broomfield Hospital, em Essex (Inglaterra), onde foram realizados exames complementares e foi constatado que o feto sofria de espinha bífida (ou, espinha bifurcada, uma malformação congênita caracterizada por um fechamento incompleto do tubo neural. Algumas vértebras que recobrem a medula espinhal não são totalmente formadas, permanecendo abertas e sem se fundirem).

A britânica e o marido receberam três opções: pôr fim à gravidez, continuar com ela ou realizar uma cirurgia. Ficaram com a terceira. Na 24ª semana de gestação, o médico abriu o útero de Bethan, operou a espinha do feto – de uma menina – e o devolveu ao ventre materno. A cirurgia foi realizada com sucesso no Great Ormond Street Hospital, em Londres (Inglaterra), contou o “International Business Times”.

Bethan foi apenas a quarta mulher a passar por esse procedimento no Reino Unido. Fora do território britânico, a operação só foi realizada na Bélgica. “Não é uma sentença de morte. Ela (a bebê) tem o mesmo potencial que qualquer um de nós”, disse Bethan.

Após a intervenção, a gestação segue normalmente, sem maiores percalços. Bethan deve dar à luz em abril. No Reino Unido, em cerca de 80% das gestações nas quais a espinha bifurcada é diagnosticada a gravidez é interrompida.

Selfie

Em outro caso ocorrido no Brasil, o Conselho Tutelar e a Polícia Civil apuram o caso de uma moradora de Santa Maria, no Distrito Federal, suspeita de cometer aborto e tirar uma selfie com o feto. A imagem foi postada nas redes sociais dela.

De acordo com o conselheiro tutelar Hessley Santos, o órgão de proteção à criança recebeu uma denúncia anônima por volta das 13h de sexta-feira (8). Recebemos uma ligação e uma mensagem no WhatsApp do Conselho Tutelar e fomos apurar e descobrimos que a imagem da mulher e do feto está circulando pelo aplicativo de mensagens”, relatou.

O caso foi registrado na delegacia às 15h do mesmo dia. O delegado Rodrigo Telho, da 33ª DP (Santa Maria) disse que ela vai responder pelo aborto. Mas afirmou suspeitar que o episódio tenha ocorrido há mais tempo. “Isso foi em 2016. Porém ainda não sabemos se foi aborto espontâneo”, declarou. “Ela ficou de se apresentar na delegacia. Disse para a mãe que está temendo represália da população.”

Nas redes sociais, ela afirmou que se tratava de um aborto espontâneo e que as fotos tinham sido encaminhadas para amigas, e depois foram divulgadas após uma “simples briga”. A pena prevista para aborto é de um a três anos de detenção para a gestante.

Segundo a polícia, a mulher de 21 anos prestou depoimento pela manhã desta segunda-feira (11). Ela mostrou documentos que relatam que houve aborto espontâneo no hospital e que teve ideia de tirar a selfie quando foi ao banheiro. De acordo com o delegado, o caso não é um crime, mas a atitude “foi mórbida”. Já a amiga que teria compartilhado a foto de forma indevida será investigada por difamação nas redes sociais.

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