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Um gerente de banco foi preso por desvios de quase 3 milhões de reais no pagamento de precatórios no Paraná

Imagens mostram o empresário Samuel Levy Ribeiro dentro de uma agência do Banco do Brasil, no Centro de Curitiba, tentando receber o dinheiro de uma das vítimas. (Foto: Polícia Civil/Divulgação)

A Polícia Civil do Paraná investiga desvios de quase R$ 3 milhões em uma suspeita de fraudes no pagamento de precatórios – que são valores que municípios, estados ou a União pagam para pessoas ou empresas após condenação judicial. Três pessoas, entre elas um gerente do Banco do Brasil, chegaram a ser presas na semana anterior, mas uma foi solta. A Justiça determinou uma série de buscas e apreensões, bloqueio de contas e apreensão de bens dos suspeitos.

Imagens ajudaram a polícia a chegar até os suspeitos. Elas mostram o empresário Samuel Levy Ribeiro dentro de uma agência do Banco do Brasil, no Centro de Curitiba, tentando receber o dinheiro de uma das vítimas. A investigação começou depois que uma diretoria de segurança institucional do banco constatou que alguém usou documentos falsos para saques de precatórios e para transferir valores para contas abertas por meio de fraude.

De acordo com a polícia, além de Samuel, a mulher dele, Cristiane Gonçalves Fernandes, e o gerente de relacionamento do Banco do Brasil Antônio Roberto Tozato Prado, participaram das fraudes. Segundo o delegado Emanuel Davi, os suspeitos abriam contas em Curitiba com dados de beneficiários de precatórios dos estados do Rio de Janeiro e do Espírito Santo. “Eles conseguiam com documentação fraudada desses beneficiários fazer as transferências para suas pessoas aqui em Curitiba”, explicou o delegado.

Os investigadores sustentam que o gerente realizou consultas de contas judiciais e cadastros das pessoas que tinham direito a receber os precatórios e depois retirou o dinheiro das contas. Para tentar esconder o crime, segundo a polícia, ele fez as consultas em uma agência do banco que não era a que trabalhava. O gerente não tinha como função a abertura de contas e o resgate de depósitos judiciais.

A investigação revelou que, primeiro, mais de R$ 2,5 milhões foram liberados para contas abertas ilegalmente em nome de cinco pessoas que tinham o direito de receber, mas a quantia foi depositada na conta de uma empresa, a Hosprafar Distribuidora de Produtos Farmacêuticos, que tem Samuel como sócio. Usando a mesma manobra, outros R$ 300 mil, foram para a conta corrente do empresário.

As quebras de sigilo bancário revelaram ainda que, na sequência, grande parte desse dinheiro foi, por meio de várias transferências, para uma conta aberta em nome da mulher de Samuel e para outra empresa investigada. A Justiça já determinou a prorrogação das prisões do ferente e do empresário por mais cinco dias. Cristiane foi solta, pois, de acordo com a Justiça, a participação dela na suspeita de golpe não foi comprovada.

As investigações apontaram que pelo menos cinco pessoas que tinham direito a receber o dinheiro foram lesadas. De acordo com a polícia, os supostos responsáveis pelas fraudes ainda tentaram, mas não conseguiram, uma sexta retirada. Duas vítimas ouvidas pela reportagem, que são do Rio de Janeiro, contaram que descobriram a fraude quando foram sacar o dinheiro.

O grupo pode responder pelos crimes por crimes como associação criminosa, falsificação de documentos, lavagem de dinheiro, furto mediante fraude e peculato, que é a corrupção praticada por funcionário público.

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