Últimas Notícias > Notícias > Brasil > Bolsonaro quer doar a instituições de caridade mais de 1 milhão de reais que não foram utilizados na sua campanha

Um homem foi executado nos Estados Unidos após passar 36 anos no corredor da morte

Miller espancou e esfaqueou uma jovem de 23 anos. (Foto: Reprodução)

A Justiça de Tennessee, nos Estados Unidos, executou o homem que matou uma mulher com deficiência neurológica. O caso chamou atenção no Estado norte-americano porque o assassino, chamado David Earl Miller, passou 36 anos no corredor da morte – a mais longa espera no Estado.

Miller espancou e esfaqueou Lee Standifer, à época com 23 anos, em 1981. Segundo a rede de televisão CBS, ele cometeu o crime durante um encontro amoroso com a vítima. No ano seguinte, a Justiça de Tennessee o condenou a morte.

Na semana passada, Miller, de 61 anos, pediu ao governo de Tennessee para trocar a pena de morte pela de prisão perpétua. A defesa argumentou que o assassino sofria de problemas psicológicos decorrentes de abusos sexuais sofridos na infância.

O governador do Estado, Bill Haslam, negou o pedido. Haslam, inclusive, já havia negado neste ano outros pedidos dois pedidos de clemência de condenados à morte.

Cadeira elétrica

Por ter sido condenado antes de 1999, Miller teve o direito de escolher morrer na cadeira elétrica. Isso porque, naquele ano, o Tennessee definiu a injeção letal como método de execução.

Antes de escolher a cadeira elétrica, a defesa de Miller ainda tentou suspender a pena por concluir que a injeção letal poderia ser um método doloroso. A Justiça, no entanto, decidiu desfavoravelmente.

Nigéria

Celestine Egbunuche é o preso mais velho da Nigéria. Pelo menos é assim que se referem a ele nas campanhas por sua libertação. Condenado por planejar um assassinato, ele passou 18 dos seus 100 anos atrás das grades, sendo os últimos quatro anos no corredor da morte. De baixa estatura e ligeiramente curvado, Celestine olha melancolicamente para o nada, sentado em um dos bancos da ala de visitas lotada da prisão.

De camiseta branca, short e chinelo, ele levanta a cabeça lentamente para mostrar que está ciente da presença da reportagem. É o único gesto que faz, já que permanece o tempo todo em silêncio, ao contrário dos outros detentos da prisão de segurança máxima de Enugu, no Sudeste da Nigéria, que falam em voz alta. Seu filho, Paul Egbunuche, de 41 anos, fica sentado ao lado dele numa atitude protetora. É ele quem conta a história do pai, já que está preso pelo mesmo crime.

Os dois são acusados ​​de terem contratado pistoleiros para matar um homem durante um conflito sobre terras no Estado de Imo. Eles foram presos em junho de 2000 e condenados à morte em 2014. Mas Paul diz que ele e o pai são inocentes. A reportagem não conseguiu entrar em contato com a família da vítima, tampouco os serviços penitenciários da Nigéria conseguiram encontrá-los.

Paul explica que o pai quase não fala mais e não tem muita consciência do que acontece ao seu redor. “Quando você pergunta algo, ele responde outra coisa. O médico disse que é por causa da idade, que ele voltou a ser criança.”

O filho conta que, às vezes, ele aponta para os demais prisioneiros e pergunta: “O que essas pessoas estão fazendo aqui?”. Paul diz que raramente se separa do pai — ele se tornou seu principal cuidador desde que sua saúde começou a deteriorar na prisão. Os problemas de saúde incluem diabetes e perda de visão.

Deixe seu comentário: