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Quadro do pintor francês Monet é arrematado por 440 milhões de reais em Nova York

"Les meules", de 1890, é uma das oito pinturas da série de 25 que não estão em museus. (Foto: Reprodução)

A tela “Les meules”, pintada em 1890 por Claude Monet, foi vendida na noite de terça-feira (14) por US$ 110,7 milhões, na Sotheby’s de Nova York (EUA). Após uma disputa de oito minutos, o quadro foi arrematado e atingiu um novo recorde para uma obra impressionista.

Depois de receber lances de seis possíveis compradores, a obra foi arrematada por um colecionador de nome não divulgado no leilão. O preço final dobrou em relação ao valor estimado inicialmente, US$ 55 milhões.

Segundo a Sotheby’s, a tela foi a nona obra de arte mais cara já leiloada pela casa  — a campeã foi “Salvator Mundi”, de Leonardo da Vinci, vendida em 2017 por US$ 450 milhões para o príncipe Mohammed bin Salman, da corte saudita.

A tela é um dos 25 “meules” (pilhas de feno) pintados por Monet entre 1890 e 1891 nos campos perto de sua casa em Giverny. A série tem uma importância histórica por retratar os mesmos espaços em diferentes horas do dia, para investigar a incidência da luz, como ele faria depois com o célebre conjunto de pinturas da Catedral de Rouen.

A obra estava fora do mercado desde 1986, quando foi adquirida em um leilão por US$ 2,5 milhão, e era uma entre as oito da série ainda em mãos de colecionadores particulares: a maioria está nos acervos de museus como O Metropolitan, em Nova York; o Museu d’Orsay, em Paris; e o Art Institute, de Chicago.

A Sotheby’s arrecadou US$ 349,9 milhões na terça com 55 lotes de obras de arte. Além de Monet, outro destaque foi a tela “Femme au chien”, pintada por Picasso em 1962 e arrematada por US$ 54 milhões. As vendas superaram os US$ 318,3 milhões gerados pelo leilão de obras impressionistas e de arte moderna que a casa realizou em maio de 2018. Na ocasião, um nu de Modigliani foi arrematado por US$ 157,2 milhões.

Escultura

A escultura “Rabbit”, do americano Jeff Koons, bateu nesta quarta-feira (15) o recorde de maior preço pago por uma obra de um artista vivo ao ser vendida por US$ 91 milhões em um leilão da Christie’s realizado em Nova York.

A peça, produzida em 1986, é considerada um dos ícones da arte do século XX e supera o preço histórico alcançado há apenas seis meses pelo quadro “Retrato de um Artista (Piscina com Duas Figuras)”, do britânico David Hockney, pelo qual foi desembolsada a quantia de US$ 90 milhões em novembro.

Existem apenas quatro exemplares de “Rabbit”, feito em aço inoxidável, mas este é o único que permanecia com colecionadores particulares, já que os outros três pertencem a museus de Los Angeles, Chicago e Qatar.

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