Últimas Notícias > Colunistas > Bolsonaro: “ou acertamos ou o PT volta”

Uma advogada e pastora evangélica que trabalha como assessora do senador Magno Malta foi anunciada para o futuro Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos

Damares Alves prometeu trabalhar pela criança e igualdade de gênero no trabalho. (Foto: Reprodução/YouTube)

O futuro ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, anunciou nessa quinta-feira que a assessora parlamentar, advogada, pastora evangélica Damares Alves será a titular do futuro ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos no governo Jair Bolsonaro. Ela trabalha desde 2015 no gabinete do senador Magno Malta (PR-ES), que não se reelegeu.

Com essa indicação, já estão definidos 21 dos 22 ministérios previstos pelos integrantes do Poder Executivo que assumirá o comando do País a partir de 1º de janeiro. Falta apenas definir e anunciar o titular do Meio Ambiente.

Ainda de acordo com Onyx, a pasta será responsável pela gestão da Funai (Fundação Nacional do Índio). A entidade que dá assistência aos povos indígenas deixará o “guarda-chuva” do Ministério da Justiça a partir do ano que vem.

O anúncio de Damares para o comando da pasta foi feito durante uma entrevista coletiva no CCBB (Centro Cultural do Banco do Brasil), espécie de “quartel-general” da equipe de transição em Brasília. A futura ministra estava ao lado de Onyx e também conversou com repórteres.

Em meio à coletiva, ela disse que pretende dar protagonismo a políticas públicas voltadas ao sexo femino, conforme sugere parte da própria denominação da pasta. Damares também mencionou a ideia de propor um “pacto pela infância”. Segundo ela, em média 30 crianças são assassinadas por dia no País.

“Nunca a infância foi tão atingida como nos dias de hoje. Nós vamos propor um pacto pela infância, que será uma prioridade no próximo governo”, enfatizou.

Sobre questões de equiparação salarial de gênero, ela prometeu lutar pela igualdade: “Eu vou até a porta de uma empresa em que um funcionário homem ganhe mais do que uma mulher, para protestar. Nenhum homem vai ganhar mais do que mulher nessa nação, desenvolvendo a mesma função. Isso já é lei”.

A futura ministra observou, ainda, que o Brasil ganhou o título de “pior país da América do Sul” para se nascer com o sexo feminino. Damares destacou aos repórteres que o plano à frente do ministério é combater essa realidade com ações integradas com outros ministérios, como saúde e educação: “Nosso objetivo é que em poucos anos essa vai ser a melhor nação do mundo para se nascer menina”.

Quase ministro

Após a vitória de Bolsonaro na disputa presidencial, o nome do senador Magno Malta (PR-ES) passou a ser cotado como ministeriável. Na quarta-feira passada, porém, o presidente eleito descartou indicar o parlamentar aliado para o primeiro escalão.

Bolsonaro disse não considerar “adequado” oferecer um ministério para Malta, um dos principais defensores da candidatura do PSL à Presidência da República. Embora tenha elogiado o “amigo “, o futuro presidente disse que o “perfil [do senador] não se enquadrou” no desenho da futura Esplanada.

Magno Malta, que não conseguiu se reeleger em outubro, chegou a ser convidado antes do início da campanha eleitoral para ser vice na chapa de Bolsonaro, mas recusou o convite para tentar mais um mandato no Senado.

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