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Uma cerimônia com a presença do governador gaúcho e ministra marcou a abertura oficial do Pavilhão da Agricultura Familiar da 42ª Expointer

Unidade é a maior do segmento na história da feira. (Foto: Felipe Dalla Valle/Palácio Piratini)

Um ato simbólico marcou, na tarde dessa quinta-feira, a abertura oficial do Pavilhão da Agricultura Familiar da 42ª Expointer, que prossegue até este domingo no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio. O corte da fita contou com a presença do governador gaúcho Eduardo Leite, de seu vice Ranolfo Vieira Júnior e da ministra da Agricultura, Tereza Cristina, além do secretário da pasta estadual do setor, Covatti Filho.

Representando o governo federal, Tereza fez a entrega dos selos nacionais a produtores familiares e assinou os primeiros financiamentos para construção e reformas de casa pelo Pronaf (Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar). “Eu tiro o chapéu para os agricultores do Rio Grande do Sul, porque são um exemplo para todo o País.”, elogiou a ministra.

Para Eduardo Leite, o momento é de celebração. Até a quarta-feira, quinto dia de evento, já haviam sido contabilizados R$ 2,3 milhões em comercialização na unidade, a maior da história da feira. O montante supera em 15,7% o registrado no mesmo período do ano passado. “Estamos orgulhosos de ver esse incremento, que demonstra a força de nossos agricultores, que não são pequenos mas grandes produtores de pequenas propriedades”, elogiou.

“Estamos empenhados em dar o apoio necessário para que os empreendedores rurais tenham condições melhores e facilitadas também lá no campo, com redução de custos logísticos, burocráticos e tributários”, acrescentou. “Um exemplo disso é o programa Energia Forte no Campo, que lançamos ontem aqui na Expointer, pelo qual poderemos implementar rede trifásica nas propriedades rurais, dando as condições de incremento na produção.”

Recorde

Nesta edição (a vigésima-primeira) do Pavilhão, a agricultura familiar tem a maior participação da sua história na Expointer, com 316 espaços de comercialização que acomodam 312 estabelecimentos do Rio Grande do Sul, quatro do Rio de Janeiro, dez de Minas Gerais e um do Amapá. O número de inscrições, por sua vez, é 9,5% maior do que no ano passado, quando 285 expositores participaram da feira. Ao todo, 139 municípios do Estado estão representados no local.

O espaço oferece aos visitantes toda a diversidade de produção das agroindústrias, artesanato rural, plantas e flores, além de quatro cozinhas com refeições. O Pavilhão da Agricultura Familiar é organizado por uma comissão formada pela Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr), Secretaria de Agricultura Familiar e Cooperativismo do governo federal, Emater, Fetag (Federação dos Trabalhadores na Agricultura no RS), Fetraf Sul (Federação dos Trabalhadores na Agricultura do RS) e Via Campesina.

Certificação

Com o intuito de trazer mais segurança aos agricultores familiares e aos consumidores, a Secretaria Nacional de Agricultura Familiar e Cooperativismo, comandou por Fernando Schwanke, lançou o Senaf (Selo Nacional da Agricultura Familiar), instituído pela Portaria nº 654, de 9 de novembro de 2018. Além de apresentar o produto como oriundo da agricultura familiar, ele informa o local de produção.

A identificação inclui a política pública do governo federal, o site de origem e o chamado “QR”, um código-de-barras bidimensional que pode ser escaneado pela maior parte dos telefones celulares equipados com câmera. Cada produto passa a ter uma numeração, o Estado ao qual que pertence e a data de emissão do selo.

O Senaf pode ser solicitado no estande do Ministério da Agricultura na Expointer, onde servidores estão preparados para atender os feirantes até 1º de setembro, último dia da 42ª Expointer. “A rastreabilidade é benéfica para todos, para o produtor que terá certificação e competitividade, e para o consumidor, que saberá o que está consumindo, dando credibilidade a todo o processo”, destacou Schwanke.

(Marcello Campos)