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Uma deputada disse que uma mala deixada na comissão do agrotóxico na Câmara Federal era uma simulação de bomba

Mala encontrada no fundo da sala. (Foto: Reprodução/Câmara dos Deputados)

Uma mala de plástico com uma “simulação grotesca” de bomba dentro foi deixada na quarta-feira (20) no fundo do plenário da comissão especial da Câmara dos Deputados que discute flexibilizar o uso de agrotóxicos, de acordo com informações da assessoria da Casa.

Ainda segundo a Câmara, a pessoa que deixou o objeto já foi identificada. Uma sindicância foi aberta pelo Depol (Departamento de Polícia Legislativa) para apurar o caso.

Pouco antes do início da reunião da comissão, destinada à votação do parecer que flexibiliza as regras para o uso de agrotóxicos, começou a tocar um alarme muito alto, que lembrava um alarme de carro.

Jornalistas e assessores sentados nas cadeiras no fundo plenário da comissão conseguiram identificar que o som vinha da mala de plástico. No momento, não houve tensão, e os presentes até riram da situação. Um dos assessores, então, retirou a mala do plenário e a entregou a um dos policiais legislativos.

O policial abriu a mala e encontrou “um simulacro de bomba”, conforme foi informado à presidente da comissão, deputada Tereza Cristina (DEM-RS).

A deputada classificou o episódio de “muito grave”. Segundo ela, ou se tratou de uma “brincadeira de mau gosto” ou de uma tentativa de “assustar” os deputados.

“Aconteceu um fato muito grave nessa comissão agora. Foi identificada uma mala, que foi deixada ali atrás por uma pessoa e essa mala. Eu não sei se aqueles apitos já eram dessa mala. Mas essa mala tinha uma simulação de uma bomba, sem bomba. Vai abrir sindicância nessa Casa pela Polícia Legislativa. Já temos imagem da pessoa que deixou. É por isso que a gente às vezes quer proibir o acesso e vocês acham que a gente não é democrático. É uma brincadeira de muito mau gosto ou queriam nos assustar”, afirmou a deputada.

Veja a íntegra nota da Câmara sobre o episódio:

“Uma pasta suspeita foi encontrada por visitantes, no plenário 6 do Anexo II, durante a reunião da Comissão Especial que analisa mudanças na legislação sobre defensivos agrícolas. O objeto foi entregue aberto para a Polícia Legislativa da Casa. No interior da pasta encontrava-se uma simulação grotesca de artefato explosivo. Foi aberta uma ocorrência policial para verificação de quem deixou a mala no local. O simulacro de artefato explosivo já está com o Esquadrão Antibomba da Polícia Militar do DF.”

ONG assumiu

A ONG ambientalista Greenpeace assumiu ter sido a responsável por abandonar, no plenário da comissão especial da Câmara que debate o uso de agrotóxicos, uma mala com um alarme sonoro que disparou.

Em nota publicada no site da entidade, o Greenpeace disse que a iniciativa “teve como objetivo chamar a atenção para os riscos da aprovação do projeto, que libera ainda mais agrotóxicos no Brasil”.

Pouco antes do início da reunião da comissão, destinada à votação do parecer que flexibiliza as regras para o uso de pesticidas, começou a tocar um alarme muito alto, que lembrava um alarme de carro – na nota, o Greenpeace explicou que se tratava de um alarme de moto.

O Greenpeace não respondeu como um ativista conseguiu entrar com a pasta com o alarme na Câmara.

Em tese, todo visitante tem que se identificar e passar pelo raio-X em qualquer uma das portarias da Câmara. Mas parlamentares, servidores, assessores e credenciados, como profissionais da imprensa, não precisam passar pelo raio-X.

Questionada se o ativista recebeu ajuda de alguém, a assessoria do Greenpeace disse que não forneceria essa informação.

Na nota que publicou no site, o Greenpeace disse que o ato “não representava risco algum para a segurança dos presentes”.

Afirmou ainda que “qualquer outra interpretação é uma tentativa mal intencionada de desviar a atenção da real ameaça em questão: a liberação de mais veneno na comida dos brasileiros”. A ONG destacou que a “não-violência é um princípio fundamental” do Greenpeace.