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Uma embaixadora do Brasil foi demitida acusada de ter fraudado o auxílio-moradia que recebia do Itamaraty quando era diplomata em Haia

Durante período de trabalho na Holanda, Elizabeth-Sophie Balsa teria fraudado o auxílio aluguel pago pelo governo aos diplomatas em serviço no exterior. (Foto: Reprodução)

Em uma rara atitude, o Ministério das Relações Exteriores demitiu nesta sexta-feira (10) a diplomata Elizabeth-Sophie Balsa, que exercia o cargo de embaixadora do Brasil no Sri Lanka, por fraude. A decisão foi tomada ao final de uma investigação da Corregedoria do Serviço Exterior e da aprovação final do chanceler Aloysio Nunes Ferreira.

Elizabeth-Sophie foi acusada de fraudar o auxílio aluguel pago pelo Itamaraty durante o período em que trabalhou na missão do Brasil em Haia, na Holanda. O auxílio é pago a todos os diplomatas brasileiros removidos para postos do País no exterior, como subsídio para cobrir parte do aluguel de imóvel residencial.

A assessoria de imprensa do Itamaraty não quis comentar a decisão. Casos de demissão de funcionários são bastante raros no Itamaraty, que costuma investigar com muito cuidado as suspeitas, dar amplo direito de defesa ao acusado e punir apenas quando há comprovação densa de delito grave e da responsabilidade do servidor.

No ano passado, o embaixador Sérgio Couri foi demitido por causa de transações de dólares no Consulado do Brasil em Mendoza, Argentina, no período de 2010 a 2013, quando ele era o cônsul. Valendo-se da disparidade entre o câmbio oficial e a cotação no mercado negro, o consulado teria feito negociações vantajosas de compra e venda da moeda americana.

O Itamaraty fora notificado pelo Banco Central da Argentina em 2014, quando Couri era embaixador do Brasil em Santa Lúcia.

Outro caso de demissão por fraude no auxílio aluguel deu-se em 2002, quando foi comprovado que o então embaixador do Brasil na Costa Rica, Luiz Fernando de Oliveira e Cruz Benedini, havia se apropriado do valor do auxílio aluguel para adquirir um imóvel particular.

O delito havia ocorrido nas duas vezes em que Benedini servira como cônsul-geral em Miami, nos Estados Unidos. A comissão do Itamaraty que julgou seu caso concluiu que ele havia emprestado o nome do peruano Joaquín Daly para comprar o imóvel.

Sua demissão foi assinada pelo então chanceler Celso Lafer. Mas, três anos depois, o Superior Tribunal de Justiça acolheu um mandado de segurança de Benedini para invalidar o processo e sua demissão.

Na Corregedoria do Serviço Exterior há outros casos em investigação. Um deles envolve acusações de assédio sexual de João Carlos de Souza-Gomes, ex-embaixador do Brasil junto à FAO (Fundo das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura), a funcionárias deste e outros postos que comandou. Prestes a se aposentar, Souza-Gomes ainda está sujeito à decisão do Itamaraty sobre seu caso.

Outra investigação em fase de finalização na Corregedoria diz respeito a supostas agressões do diplomata Renato de Ávila Viana a sua ex-namorada. Ele nega a acusação. Mas há evidências suficientes para a da sua demissão, segundo fontes da diplomacia. Viana responde ainda a dois processos criminais abertos na Justiça de Brasília por violência contra ex-namoradas.

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