Últimas Notícias > Colunistas > Oito meses depois, reforma da Previdência vai ser aprovada

Uma entidade repudiou “ofensas do mais baixo nível” contra os procuradores da Operação Lava-Jato

Gilmar já sabia da ameaça, mas não a levou a sério. (Foto: Carlos Moura/SCO/STF)

O MP Pró-Sociedade, entidade que reúne promotores e procuradores em todo o País, repudiou o que classifica de “ofensas do mais baixo nível proferidas na sessão de 14 de março do Supremo Tribunal Federal contra honrados e combativos colegas do Ministério Público”.

Em nota pública, MP Pró-Sociedade não citou o nome do ministro Gilmar Mendes, mas a ele se refere. O ministro promoveu ataque feroz a procuradores da Lava-Jato. Atribuiu aos investigadores “métodos de gângster”.

Segundo MP Pró-Sociedade “não é a primeira vez que tais fatos ocorreram, com violação, assim, do artigo 35, inciso IV e VIII, da Lei Orgânica da Magistratura (Lei Complementar nº 35/1979)”.

A entidade diz “lamentar o silêncio do Ministério Público presente, a despeito do previsto no artigo 6.º, inciso XV, da Lei Complementar nº 75/1993, o que também não ocorreu pela primeira vez”.

Quando fala em “Ministério Público presente”, a entidade faz alusão à procuradora-geral da República Raquel Dodge que ouviu a ofensiva sem precedentes de Gilmar e não se manifestou.

MP Pró-Sociedade alega, ainda, que “estranha a instauração de um inquérito ilegal e inconstitucional em todos os seus aspectos por violar, dentre outras normas, o artigo 43, do Regimento Interno do STF”. O inquérito foi anunciado pelo ministro Dias Toffoli, presidente do Supremo, contra fake news.

Ao final da nota, a entidade crava: “Os lugares mais quentes do inferno estão reservados para aqueles que nos tempos de grandes crises adotam a neutralidade” (Dante – Divina Comédia).