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Gaúcha premiada nos Estados Unidos ganhará asteroide com seu nome

Juliana Estradioto recebeu o 1º lugar na área de Ciência dos Materiais na Intel International Science and Engineering Fair. (Foto: Isef/Divulgação)

Uma estudante gaúcha de 18 anos batizará um asteroide com seu nome após receber o 1º lugar na área de Ciência dos Materiais na mais prestigiada feira científica para alunos do ensino médio do mundo.

Juliana Estradioto estava entre os 1.800 alunos de 80 países que participaram este mês da  Intel Isef (International Science and Engineering Fair), nos EUA. A aluna do IFRS (Instituto Federal do Rio Grande do Sul) quer cursar Química em uma universidade americana.

Juliana conseguiu dar uma finalidade sustentável ao processamento da noz macadâmia, uma técnica muito usada na fabricação de produtos cosméticos e de higienes, e que gera uma grande quantidade de resíduos.

A estudante transformou a casca da noz em farinha. Esta, em meio ao cultivo com outros nutrientes, serviu de alimento para micro-organismos, que produziram membranas.

Einstein já foi homenageado

As membranas são compostas de celulose e possuem características, como flexibilidade e resistência, que permitem seu uso em curativos para machucados e elaboração de embalagens que podem substituir o plástico.

O estudo foi realizado em parceria com o Instituto Federal do Espírito Santo e a Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

“O MIT (Massachusetts Institute of Technology) descobre os asteroides e é responsável por nomeá-los. Tem um com o nome do Einstein, outro de Marie Curie”, destaca. “Fiz o ensino médio e técnico em administração, mas, durante esta pesquisa, me apaixonei pela química. Ainda não sei onde quero estudar nos EUA. Estou dando uma olhada por aí.”

Voluntários

A sonda OSIRIS-REx da Nasa (agência espacial norte-americana) está no gigantesco asteroide Bennu desde dezembro de 2018. O equipamento mapeia detalhadamente o objeto espacial, enquanto a equipe procura um local de coleta de amostras.

Um dos maiores desafios desse esforço, é que Bennu tem uma superfície extremamente rochosa e cada pedregulho representa um perigo para a segurança da espaçonave. Para agilizar o processo de seleção, a equipe está solicitando aos cientistas voluntários que desenvolvam um mapa de risco contando pedregulhos.

“Para a segurança da espaçonave, a equipe da missão precisa de um catálogo abrangente de todos os pedregulhos próximos aos locais de coleta de amostras em potencial, e convido os membros do público para ajudar a equipe da missão OSIRIS-REx a realizar essa tarefa essencial”, disse Dante. Lauretta, investigadora principal do projeto.

Para este esforço, a Nasa está fazendo uma parceria com o CosmoQuest, um projeto executado fora do Instituto de Ciência Planetária que apoia iniciativas de ciência cidadã.

Voluntários realizarão as mesmas tarefas que os cientistas planetários fazem: medindo os pedregulhos de Bennu e mapeando rochas e crateras, pot meio do uso de uma interface web.

Para ajudar os voluntários, a equipe fornece um tutorial interativo, bem como assistência adicional ao usuário, conforme informações da Agência Espacial.