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Uma jovem norte-americana foi condenada por incentivar o suicídio do seu namorado

Michelle Carter pode pegar até 20 anos de prisão por homicídio involuntário. (Foto: Reprodução)

A norte-americana Michelle Carter, de 20 anos, foi declarada culpada por homicídio involuntário. A jovem havia sido acusada de manipular o namorado e levá-lo a cometer suicídio por meio de mensagens de texto. A decisão veio de um juiz de Massachusetts, nos Estados Unidos, que a considerou culpada pela morte de Conrad Roy III.

A jovem, que abriu mão do seu direito a um processo com um júri e optou por uma decisão do juiz, pode ser condenada a até 20 anos de prisão. A sentença deve ser divulgada no dia 3 de agosto.

O jovem de 18 anos tirou a própria vida no dia 12 de julho do ano de 2014. De acordo com a acusação, Roy teria tentado se sufocar com monóxido de carbono dentro de um caminhão em um estacionamento. No entanto, hesitou e enviou mensagens para a ré, que, na época, tinha 17 anos e o teria mandado voltar para o veículo. As informações são do jornal The Washington Post.

Em fevereiro de 2015, Michelle foi processada pela Corte de New Bedford Juvenile, no condado de Bristol, na Inglaterra, onde um grande júri encontrou provas suficientes para acusá-la de homicídio involuntário, alegando que ela “ajudou com o suicídio”, sem querer e imprudentemente.

A norte-americana foi acusada de ser uma “jovem agressora”. Dessa forma, em vez de uma acusação típica de menores, os promotores poderiam buscar uma sentença de prisão mais severa, de 20 anos. Ela foi liberada com uma fiança de 250 mil dólares (aproximadamente 819 mil reais) e desde então se declarou inocente.

De acordo com jornais locais, Carter enviou dezenas de cartas para Roy para o ajudar a planejar o suicídio. Ela reclamou que ele estava hesitante e insistiu que ele se preparasse para seguir com o plano. Em uma das mensagens, ela disse: “Chega de enrolar. Não há mais espera”. Mais de um mês antes da morte, ela enviou um texto: “Vamos melhorar e lutar contra isso”. Os advogados da jovem afirmaram que as palavras dela ao namorado não podiam ser criminalizadas segundo a lei estadual e que ela tem direito à “liberdade de expressão”.

Desde a prisão de Michelle, a estratégia da defesa era construir uma narrativa de que ela era uma adolescente confusa que foi manipulada por seu namorado suicida. Mas os promotores, por sua vez, descreveram a garota como um sociopata que se “alimentava” de um jovem frágil.

Para a família de Roy, as ações de Michelle depois da morte do namorado fizeram com que ela pareça calculista e não inocente. Três meses após a morte de Roy, a norte-americana organizou um torneio de softball e arrecadou fundos para conscientização em saúde mental, de acordo com a rede de notícias CNN. Na época, ela ainda chegou a publicar no Twitter: “Não posso acreditar que hoje já faz quatro meses sem você. Eu te amo e sinto sua falta sempre, Conrad”.

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