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Uma obra de arte se autodestruiu após ser vendida por 1 milhão de libras em um leilão em Londres

Momento foi postado pelo artista no Instagram. (Foto: Reprodução/Instagram)

Um quadro do misterioso artista britânico Banksy se autodestruiu parcialmente logo após ser leiloado por mais de um milhão de libras na sexta-feira à noite pela Sotheby’s House em Londres.

O martelo tinha acabado de ser batido quando a obra, uma reprodução em tinta acrílica e spray de uma das imagens mais famosas de Banksy, “Menina com balão”, começou a deslizar por um triturador de papel escondido. De acordo com a casa de leilões ela foi apenas parcialmente rasgada.

Em vídeos publicados nas redes sociais, é possível ver a reação do público, entre a estupefação e o divertimento, imortalizando o momento com suas câmeras enquanto dois funcionários da casa de leilões se aproximavam para retirar o trabalho.

“Pode-se dizer que acabam de nos “banksear””, reagiu Alex Branczik, gerente da casa de leilões, em comunicado.

A peça havia sido comprada por 1.042 milhão de libras (aproximandamente R$5 milhões). O próprio Banksy comentou sobre a peça no Instagram, onde postou uma foto do momento com a legenda que pode ser traduzida como “dou-lhe uma, dou-lhe duas, vendido”.

“É certamente a primeira vez na história dos leilões em que uma obra de arte se autotritura automaticamente após o martelo”, publicou a casa de leilões em um comunicado.

Banksy, artista e grafiteiro de Bristol, no sudoeste da Inglaterra, é conhecido por sua arte urbana irônica e engajada, embora sempre tenha mantido sua identidade sob estrito sigilo. Algumas de suas criações foram leiloadas por somas vertiginosas.

Obras de Basquiat chegam ao Rio

Das caixas de formatos e tamanhos variados saem telas, gravuras, desenhos e pratos de cerâmica pintados, em suportes que vão do papel a portas e pedaços de madeira. Aos poucos, o primeiro andar do CCBB (Centro Cultural Banco do Brasil) ganha as cores, a vibração e a assinatura de Jean-Michel Basquiat (1960-1988), com a chegada das cerca de 80 obras que compõem a exposição que será inaugurada na próxima sexta-feira, após ser vista por mais de 500 mil pessoas em São Paulo, Brasília e Belo Horizonte.

O curador holandês radicado no Brasil Pieter Tjabbes acompanhou de perto cada detalhe da retirada das obras das caixas. À frente de uma equipe de 20 pessoas, entre montadores, funcionários da transportadora e responsáveis pela conservação, Tjabbes observava algumas especificidades do trabalho de Basquiat que demandam atenção especial.

“Em muitas obras há uma mistura de suportes, com colagem de papel e outros elementos. Mesmo as telas não têm características tradicionais, em algumas o chassis não está totalmente coberto, o que faz com que o tecido não fique esticado”, detalha o curador, também responsável pela produção da mostra. “O próprio Basquiat tinha uma preocupação neste sentido, ele se perguntava se sua obra iria sobreviver com o uso de diferentes materiais. O impressionante é que elas estão muito bem conservadas, em quase um ano de itinerância não tivemos nenhum problema grave.”

Parte do acervo do multimilionário israelense Jose Mugrabi — que também detém a maior coleção privada de Andy Warhol no mundo — as obras que serão exibidas no Rio chegaram de Nova York em janeiro, exigindo uma enorme operação logística. Como algumas das telas são maiores do que a capacidade máxima dos aviões comerciais, a produção precisou contratar aviões cargueiros para trazê-las ao Brasil. Por sorte, quando as obras foram transportadas ainda não estava em vigor a mudança na taxa de armazenagem em alguns aeroporto s operados por concessionárias, que passaram a cobrar pelo valor de mercado dos trabalhos em vez do peso, como era feito anteriormente. Por contrato, o curador não pode falar do valor das obras, mas basta pensar que uma tela do artista foi leiloada no ano passado por US$ 110 milhões.

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