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Uma sonda da Nasa fotografou “cogumelos” em Marte

As imagens foram feitas pela sonda Curiosity. (Foto: Reprodução)

Existe vida em Marte? Esta pergunta ecoa fortemente pela cabeça de cientistas há décadas. Volta e meia, uma “evidência” torna ainda mais acalorado o debate.

Desta vez a pitada veio na forma de “cogumelos”. Imagens feitas pela sonda Curiosity, da Nasa (agência espacial dos EUA), mostram formas no solo vermelho de Marte que lembram cogumelos. Ao lado deles, acreditam cientistas, estariam algas e líquen.

“De fato, 15 espécies foram fotografadas pela Nasa crescendo no solo em apenas três dias”, disse ao “Express” Regina Dass, microbióloga da Pondicherry University (Índia).

A Nasa ainda não se pronunciou sobre o episódio. Segundo o “Mirror”, cientistas que estariam envolvidos no processo estão inclinados a ratificar a teoria do “cogumelo”. Outros acreditam que os “cogumelos” não passem de óxido de ferro.

A “descoberta” poderia dar respaldo a teorias que apontam que o subsolo de Marte tem as condições para o desenvolvimento de vida. A Curiosity está em missão de dois anos pelo planeta vermelho.

Helicóptero

A Nasa enviará, no ano que vem, a missão Mars2020 ao Planeta Vermelho com um rover equipado com inteligência artificial cujo principal objetivo será procurar por assinaturas de vida no terreno marciano. E além do robô exploratório, a missão também enviará para lá um helicóptero.

O helicóptero será o primeiro veículo construído por humanos a voar em outro planeta — as demais sondas que “voaram” em outros mundos na verdade adentraram a atmosfera e caíram em queda livre, ou fizeram pousos programados, não exatamente sendo capazes de fazer sobrevoos. Até então, Marte já recebeu sondas orbitais, sondas estacionárias e rovers, e a partir do início de 2021, quando a Mars2020 chegar por lá, também terá recebido uma máquina voadora.

Contudo, o helicóptero deverá apenas cumprir o papel de demonstração tecnológica, sendo na verdade uma cobaia de futuras missões espaciais a contar com helicópteros do tipo em suas observações. Se o helicóptero falhar, a missão Mars2020 ainda assim será bem-sucedida com o rover, este sim que tem como objetivo fazer pesquisas científicas. Seu local de pouso será uma cratera de impacto com 500 metros de profundidade e 45 km de diâmetro, onde acredita-se que antigamente tenha existido o delta de um rio — ou seja, é uma região com grande potencial de abrigar assinaturas de que um dia houve vida no local, se isso tiver mesmo acontecido.

Voar em Marte será um desafio. A fina atmosfera do planeta exige que tal veículo seja construído para ser muito leve, mas extremamente forte, e os engenheiros da agência espacial dos Estados Unidos acreditam ter chegado a um modelo de desenvolvimento adequado: o protótipo tem o tamanho de uma bola de futebol e pesa 4 quilos, sendo que suas pás girarão a uma velocidade 10 vezes mais rápida do que a dos helicópteros que voam na Terra.

Os engenheiros também tiveram como desafio descobrir como o helicóptero conseguirá lidar com o atraso da comunicação entre Terra e Marte. Para burlar isso, o veículo terá capacidade de voar de maneira autônoma em voos curtos, recebendo comandos e se comunicando conosco através do rover da Mars2020, equipado com IA.

A missão do helicóptero durará apenas 30 dias, nos quais serão feitos cinco voos. Se tudo correr conforme o planejado, a Nasa espera construir versões aprimoradas do veículo voador para que sejam usadas em outras missões de reconhecimento no Sistema Solar, permitindo a exploração de regiões de outros mundos as quais exploradores com rodas não seriam capazes de alcançar.

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