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Sonda da Nasa registra primeiro possível terremoto em Marte

A sonda é capaz de detectar os mais suaves tremores de terra, com o objetivo de estudar abalos similares aos nossos terremotos. (Foto: Reprodução)

A sonda robótica InSight, da Nasa (agência espacial norte-americana), detectou e mediu o que cientistas acreditam ter se tratado de um terremoto em Marte, na primeira vez em que um provável tremor sismológico é registrado em um outro planeta, informou o JPL (Laboratório Jet Propulsion) nesta terça-feira (23).

O avanço acontece cinco meses após o InSight, primeiro veículo espacial elaborado para estudar o interior profundo de um mundo distante, pousou na superfície de Marte para começar sua missão sismológica de dois anos no planeta vermelho.

O leve tremor classificado por cientistas do JPL como um provável terremoto foi registrado no dia 6 de abril, no 128º dia marciano, ou sol, da sonda.

Cientistas ainda estão examinando os dados para determinar conclusivamente a causa do sinal, mas o tremor parece ter se originado de dentro do planeta, e não ter sido causado por forças externas, como o vento, afirmou o laboratório.

“Estávamos coletando ruído de fundo até agora, mas esse primeiro evento dá início oficialmente a um novo campo: a sismologia marciana”, disse o principal pesquisador da InSight, Bruce Banerdt.

O tremor foi tão leve que um terremoto da mesma magnitude no Sul da Califórnia passaria praticamente despercebido entre as dezenas de pequenos sinais sismológicos que ocorrem na região todos os dias, segundo o laboratório.

O tremor de 6 de abril se destacou em Marte uma vez que a superfície do planeta vermelho é extremamente calma em comparação com a da Terra.

Equipada com um equipamento chamado SEIS, a sonda é capaz de detectar os mais suaves tremores de terra, com o objetivo de estudar os “marsquakes” (ou “martemotos”), abalos similares aos nossos terremotos.

Esses instrumentos medem vibrações da superfície marciana causadas pelo clima, também sendo capazes de detectar movimentos provenientes das profundezas do planeta, além de abalos causados por impactos de meteoritos. Quem opera o SEIS é a agência espacial francesa CNES, quem anunciou ter detectado “um sinal sísmico fraco, mas distinto”, confirmando que ainda há atividade sísmica em Marte, conforme imaginado.

De acordo com Bruce Banerdt, da Nasa, a detecção do “martemoto” “marca o nascimento de uma nova disciplina: a sismologia marciana”. Contudo, o tremor identificado pela equipe francesa ainda precisa ser analisado melhor antes de se confirmar que se tratou mesmo de um “martemoto”, garantindo que o abalo veio de fato do interior do planeta. Outros três sinais semelhantes, ainda que mais fracos, já foram detectados pelo equipamento. Ao estudar informações sobre a atividade interna de Marte, o objetivo é entender melhor sua formação bilhões de anos atrás.

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