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Uma viagem em jatinho foi o que tirou um ministério do senador Magno Malta

A relação de Bolsonaro e Malta era próxima até o resultado do segundo turno das eleições. (Foto: Reprodução/YouTube)

O presidente eleito, Jair Bolsonaro, decidiu cortar da lista de possíveis ministros o senador e candidato derrotado à reeleição Magno Malta (PR-ES) após receber informações de que o aliado fez viagens para aproximar o empresário Eraí Maggi da campanha do PSL e, até mesmo, usar sua proximidade para defender nomes que poderiam compor um eventual governo. Pelos dados recebidos por Bolsonaro, Maggi teria colocado à disposição do senador um jatinho particular para alguns deslocamentos e ainda abriu sua fazenda para encontro com ruralistas.

Em conversas com aliados, Bolsonaro chegou a avaliar também uma entrevista dada pelo cobrador Luiz Alves de Lima, de Vitória, que foi preso e sofreu tortura depois de ser acusado de pedofilia por Malta em 2010. Anos depois, a Justiça absolveu Alves. Na última quarta-feira (5), o presidente eleito disse que o perfil do senador “não se enquadrou” no futuro ministério, mas que ele ainda poderia estar “em outra função”.

Malta não registrou deslocamentos em jatinhos do empresário nas prestações de conta ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral). Ele disse ter gasto na campanha R$ 163 mil em veículos, R$ 50 mil em combustível e R$ 273 mil em carros de som. Ao jornal O Estado de S. Paulo, o senador informou que não participou “da negociação, contratação e pagamento de aeronave”. Segundo a assessoria, a aeronave foi contratada pelo Podemos de Mato Grosso.

A relação de Bolsonaro e Malta era próxima até o resultado do segundo turno das eleições. O senador chegou a receber o convite de Bolsonaro para fazer uma oração de agradecimento pela vitória nas urnas.

A família do presidente eleito, porém, reclamava que Malta não teve sensibilidade ao entrar no quarto em que Bolsonaro estava internado – após ter sido vítima do atentado a facadas – para fazer imagens. Numa das fotos, quem aparece ao lado de Bolsonaro é Maggi, levado pelo senador. Foi quando começou a circular a possibilidade de o deputado e candidato derrotado ao Senado Adilton Sachetti (PRB-MT) assumir a pasta da Agricultura num eventual governo. Próximo a Maggi, Sachetti era um nome negociado por Malta para o ministério sem aval de Bolsonaro.

“Não fui comunicado”

Malta divulgou um vídeo nesta sexta-feira (7) em sua rede social parabenizando sua assessora parlamentar, Damares Alves, pela indicação ao Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos.

Ele reiterou, porém, que Damares não é uma indicação sua, e que ele não chegou a ser consultado pelo presidente eleito. A aliados, Magno Malta se queixou, recentemente, de que o presidente eleito não pediu sua autorização para convidar Damares. Ele se ressente de que não foi convidado para ser ministro e de que ele e Bolsonaro não se falam desde o dia da eleição.

“(Damares) é uma escolha pessoal do presidente, que a convidou, não fui… comunicado, não fui solicitado, não fui eu que a indiquei”, disse o senador.

Malta reiterou, ainda, que Damares é uma parceira em suas lutas pelos valores da família, contra o aborto e às drogas. A assessora teve um papel especialmente ativo na CPI da Pedofilia, uma das principais bandeiras do senador.

“Gostaria de desejar à doutora Damares toda a felicidade do mundo. Merece os meus parabéns, ela é uma pessoa preparada, só esclareço que ela não é uma indicação minha.”

 

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