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Uma vistoria na prisão mostrou que o governador do Rio de Janeiro tinha dólares, euros e outras moedas estrangeiras em sua cela. A quantia encontrada supera o limite permitido para detentos

Preso desde 29 de janeiro, Pezão (C) pode receber punição administrativa. (Foto: Reprodução)

Durante inspeção na manhã dessa sexta-feira, agentes da Secretaria de Segurança Pública do Rio de Janeiro, com o apoio de integrantes das Forças Armadas, encontraram 70 euros, 36 dólares dólares, 6 mil pesos colombianos e 25 ienes japoneses na cela ocupada desde o dia 29 de novembro pelo governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão, no Complexo Prisional da PM (Polícia Militar) em Niterói.

As moedas estrangeiras somam cerca de R$ 450. Apesar do valor relativamente baixo (principalmente se comparado às quantias milionárias dos esquemas de corrupção que levaram o emedebista para a cadeia), ele teve que prestar esclarecimentos à Corregedoria da Polícia Militar. Isso porque cada detento tem autorização para possuir no máximo R$ 100 dentro da cela.

Se for confirmado o envolvimento na irregularidade, ele pode receber uma punição administrativa. Pezão está preso desde o dia 29 de novembro, quando foi deflagrada a Operação Boca de Lobo, que investiga um esquema criminoso no governo do estado que teria tido início em 2007, durante a gestão do ex-governador Sérgio Cabral.

O Complexo Prisional da PM foi alvo de uma inspeção visual e de uma varredura eletrônica que também localizou sete celulares. Os aparelhos estavam na área comum, nos fundos da cadeia, fora das celas, e foram localizados com o auxílio de equipamentos que detectam ondas eletromagnéticas.

A fiscalização foi realizada justamente para localizar objetos irregulares nas instalações. A ação contou com 160 militares das Forças Armadas e 100 PMs. Essa é a segunda vistoria realizada no presídio de Niterói. A primeira ocorreu no início do mês e foi feita por agentes do Ministério Público do Estado. Na ocasião, o objetivo foi conferir se o governador estava recebendo algum tipo de regalia na cadeia. Nenhuma irregularidade foi encontrada.

O governador do Rio está em uma sala especial do Estado Maior, sem grades e monitorado por câmeras de segurança. O espaço conta com cama, prateleira e mesa. Uma divisória separa o dormitório do banheiro que tem vaso sanitário, chuveiro e pia. As refeições de Pezão são as mesmas oferecidas aos outros internos.

Pezão foi denunciado pela procuradora-geral da República, Raquel Dodge, junto com outras 14 pessoas no dia 19 de dezembro. O grupo é acusado dos crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa. A denúncias será analisada pelo relator do caso no STJ (Superior Tribunal de Justiça), ministro Felix Fischer.