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Universidades fazem guerra de preço para aumentar o número de matrículas

(Foto: Reorodução)

Enquanto o MEC (Ministério da Educação) vive sua crise de polêmicas e exonerações, o mercado da educação superior privada se debate em uma guerra de preços. A liquidação é mais agressiva no ensino a distância.

Na gigante Laureate, dona de marcas como FMU e Anhembi Morumbi, há cursos a partir de R$ 159 com matrícula grátis ou 40% de bolsa. Na Estácio, é possível pagar R$ 49 nos três primeiros meses. A Cruzeiro do Sul também tem o primeiro mês pela pechincha de R$ 49. A expectativa era que o mercado engrenasse e a captação de alunos voltasse a crescer em 2019, segundo o consultor Carlos Monteiro. “Como isso não se concretizou, as instituições têm praticado descontos a granel.”

Avaliação de alfabetização de 2019

Depois de suspender a avaliação de alfabetização e recuar da decisão, o governo Jair Bolsonaro (PSL) pretende aplicar a prova deste ano apenas de forma amostral. Ao invés de buscar avaliar todos os alunos nessa etapa, o MEC irá aplicar a prova a um conjunto de escolas.

A equipe do ministro Ricardo Vélez Rodríguez vai manter a aplicação da prova no 2º ano do ensino fundamental, como foi planejado na gestão passada em consonância ao previsto na Base Nacional Comum Curricular, documento que prevê o que os alunos devem aprender. Nas avaliações anteriores, esse teste foi direcionado a alunos do 3º ano.

O plano é que, no ano que vem, uma nova avaliação de alfabetização ocorra de forma censitária, com o objetivo de produzir resultados de todas as escolas. O que também representa uma nova postura, uma vez que a ideia inicial deste governo era deixar essa avaliação apenas para 2021.

A suspensão da prova de alfabetização surgiu em portaria do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais), do dia 25 de março, e causou uma crise no MEC. Após má repercussão, Vélez demitiu o presidente do instituto, Marcus Vinicius Rodrigues, sob o argumento de que não tinha ciência da medida.

A secretária de Educação Básica, Tania Leme de Almeida, pediu demissão por também não ter participado da decisão, que partiu de um pedido feito ao Inep pelo secretário de Alfabetização do MEC, Carlos Nadalim – poupado no episódio. O MEC tornou a portaria sem efeito no dia seguinte.

O jornal Folha de S.Paulo apurou que o atraso no cronograma, escassez de recursos e o desafio logístico de colocar em pé várias avaliações neste ano foram cruciais para que o MEC decidisse pela avaliação amostral do nível de alfabetização das crianças do país. A licitação para escolha da gráfica que vai imprimir essa e outras avaliações, iniciada no fim de 2018, segue parada por questionamentos de empresas concorrentes.

Também há um motivo técnico. Como esta será a primeira aplicação a alunos do 2º ano, a experiência serviria de um teste à adequação dos itens, já prontos desde o ano passado. A prova da alfabetização foi incluída neste ano no Saeb, avaliação federal de português e matemática aplicada a todas escolas públicas do País no 5º e 9º do ensino fundamental e 3º do médio. Os resultados compõem o Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica).

O MEC também vai manter a previsão de uma prova amostral de ciências no 9º ano. Esse ponto constava na portaria do dia 25 de março – na gestão passada, a ideia era de aplicação censitária.