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Uso do celular está ligado à ansiedade e depressão em crianças e adolescentes

O tempo recomendado para o uso do aparelho é de 1h/dia. (Foto: Pixabay)
Por Gabriella Rocha*

Estudo norte-americano aponta que o uso em excesso do smartphone afeta a saúde mental da população, principalmente do público infanto-juvenil (9 – 16 anos). A pesquisa indicou que o uso contínuo do aparelho pode desencadear menor estabilidade emocional, o que pode levar à ansiedade e depressão.

Segundo o estudo, crianças na pré-escola, que utilizam frequentemente o celular (sete horas/dia ou mais) tinham duas vezes mais chances de perder a paciência do que crianças que o utilizam por um período menor (uma hora/dia ou menos), além de maior dificuldade para se acalmar depois de alguma situação que gerasse agitação.

Para a professora do curso de Psicologia da Anhanguera de Porto Alegre, a psicóloga Juliana Bredemeier, ainda são necessários estudos longitudinais, que analisam as variações nas características dos participantes ao longo de um período de tempo, geralmente por vários anos, para que se possa compreender se o tempo de uso da tela é realmente o que está causando os fenômenos. Ainda assim, as informações servem como aviso para que os pais prestem atenção ao tempo que os filhos acessam as tecnologias.

Ela reconhece que, principalmente relacionado à jogos, é que estes podem modificar o mecanismo de recompensa da criança e do adolescente, resultando em jovens com menor tolerância à frustração.
Como forma de prevenção, recomenda-se que os pais determinem um limite para crianças e adolescentes utilizarem as atividades de tela, além de supervisionar o conteúdo que estes acessam.

*Estagiária sob supervisão de Marjana Vargas

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