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Usuários do Twitter protestam e Raquel Dodge arquiva inquérito sobre ataques contra a Corte

A procuradora-geral da República comunicou o arquivamento do inquérito na tarde desta terça-feira (Foto: Nelson Jr./SCO/STF)

A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, arquivou no início da tarde de hoje (13) o inquérito 1781, aberto pelo ministro Dias Toffoli, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), para investigar “ataques e fake news contra a Corte”. Nesta terça-feira, estavam sendo cumpridos oito mandados de busca e apreensão de computadores, celulares e outros equipamentos eletrônicos pertencentes a sete investigados – todos autorizados pelo ministro Alexandre de Moraes. No Twitter, usuários da rede social evocaram a hashtag #Artigo142Já em protesto à decisão de Moraes que, segundo eles, ameaça à democracia e liberdade de expressão.

Todas as manifestações da rede social afirmam que a ação do STF é ilegal e que o objetivo é calar quem os denuncia. “Neste momento o Brasil tem três poderes: Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Alexandre de Moraes. Nenhum deles escolhidos pelo povo, então tá na hora de usar o jeep, cabo e soldado resolver, antes que seja tarde. #ARTIGO142JÁ #DitaToga #CensuraNão”, diz um dos tweets. “É ilegal o que estão fazendo e agem como deuses! Está errado. Antes que queiram nos calar também: #Artigo142Já. No Exército confiamos!”, relata outro usuário.

Ontem (15), Moraes determinou a retirada do ar de reportagem e notas publicadas pelos sites da revista Crusoé e de O Antagonista. Os textos noticiavam a existência de um email do empresário e delator Marcelo Odebrecht em que havia uma menção a Toffoli. O ministro também determinou o bloqueio de contas em redes sociais pertencentes a sete pessoas investigadas no inquérito.

Hoje, no Twitter, o presidente Jair Bolsonaro comentou a polêmica pela primeira vez. “Acredito no Brasil e em suas instituições e respeito a autonomia dos poderes, como escrito em nossa Constituição. São princípios indispensáveis para uma democracia. Dito isso, minha posição sempre será favorável à liberdade de expressão, direito legítimo e inviolável”, escreveu Bolsonaro.

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