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UTI Pediátrica do Hospital São Lucas da PUCRS é referência no País

Instituição carrega tradição de 40 anos, tendo sido pioneira no segmento. (Foto: Banco de Dados/ O Sul)

Toda família deseja ver seus filhos sempre com saúde, podendo correr e brincar livremente. No entanto, se algo de inesperado acontece, é essencial contar com o apoio e a segurança de quem tem muita experiência no cuidado das crianças. Há 40 anos, a UTI Pediátrica do Hospital São Lucas da PUCRS (HSL) oferece aos pais do Rio Grande do Sul esse atendimento de excelência.

Inaugurada em 27 de julho de 1978, foi uma das primeiras unidades desse tipo organizadas no Brasil e, atualmente, é a mais antiga UTI Pediátrica do país em funcionamento. Coordenado pelo professor Pedro Celiny Ramos Garcia desde sua criação, inicialmente, o setor dividia com a UTI Neonatal um espaço formado por duas salas. No entanto, rapidamente, a grande demanda proporcionou o crescimento e a transferência para o local ocupado atualmente, no 5º Andar do HSL.

A utilização dos melhores equipamentos esteve sempre entre as prioridades para a equipe. Desde o começo da Unidade, todos os pacientes já contavam com monitorização e acesso a ventilação mecânica, além do acompanhamento constante do grupo de médicos e enfermeiros especializados. Atualmente, dispõe de 12 leitos aparelhados para a assistência de crianças de mais de 30 dias e até 18 anos, quatro médicos assistentes, dez plantonistas e quatro residentes em terapia intensiva pediátrica.

Essa estrutura aliada a experiência de quatro décadas de atuação na área se refletem nos resultados alcançados. A UTI Pediátrica do HSL tem indicadores de qualidade compatíveis com os melhores centros universitários da América Latina. Para manter esses números, os dados são avaliados diariamente, utilizando estatísticas e protocolos assistenciais para revisar de forma constante os processos utilizados e tomar as melhores medidas. “Em termos de atendimento, o que oferecemos aqui está alinhado ao que é apresentado em hospitais de primeiro mundo. O conhecimento e as técnicas aplicadas são as melhores possível”, destaca Celiny.

Ensino e pesquisa de ponta, excelência no atendimento
Além de se destacar pelos resultados alcançados, o setor também é reconhecido pelo trabalho desenvolvido no ensino e na pesquisa. Com seu respeitado programa de Residência Médica, formou diversos especialistas em intensivismo pediátrico ao longo dos anos. Essa presença constante, assim como a dos membros da graduação em Medicina da PUCRS, tem impacto direto na assistência, fazendo com que a Instituição se mantenha sempre preparada para oferecer não apenas um bom atendimento como a melhor formação possível.

“Os residentes e demais alunos buscam sempre a inovação. Por isso, a presença deles faz com que a gente sempre se mantenha atualizado. Somos bastante respeitados por isso e pela boa formação que entregamos. Além disso, recebemos também alunos de mestrado e doutorado da Escola de Medicina da PUCRS. Atualmente, são 14 pesquisadores desenvolvendo seus projetos dentro da Unidade, não só da medicina, mas de outras áreas da saúde”, ressalta Celiny.

A relevância da UTI Pediátrica do HSL no âmbito científico se reflete em uma das principais obras brasileiras da especialidade produzida pelos profissionais da casa. Lançado em 1988, o livro Medicina Intensiva Em Pediatria surgiu a partir de uma parceria de Celiny e da equipe da unidade com o pediatra e intensivista Jefferson Piva e, até hoje, segue como base para o aprendizado dos futuros profissionais. “Como alguém que foi residente em outro hospital, posso dizer que o primeiro contato que eu tive com a UTI Pediátrica da PUCRS foi por ter essa referência, essa vanguarda na questão do ensino, manifestada a partir dessa obra. Acredito que não tem um intensivista pediátrico no país que não tenha iniciado por esse livro”, conta o chefe do Serviço de Pediatria da PUCRS, Marcelo Scotta.

O que faz a UTI Pediátrica?
Unidades de Tratamento Intensivo buscam a estabilização dos sistemas e órgãos de pacientes em estado grave. Quando ocorre alguma falha de funcionamento em um deles, a equipe toma medidas para evitar que esse problema aumente o risco. Um exemplo das ações tomadas é a utilização da respiração mecânica quando ocorre falha no sistema respiratório, algo que pode ser fatal.

Na UTI Pediátrica, os casos variam bastante de acordo com a época do ano. Durante o inverno, as doenças virais respiratórias são as mais comuns, como a bronquiolite. “Muitas crianças têm bronquiolite e precisam de suporte respiratório. Sem esse apoio, elas estariam em risco. Ao manter elas alguns dias no ventilador, o efeito do vírus passar e a criança volta ao seu estado normal”, explica Celiny.

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