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Utilizando a imagem de Bruna Marquezine e Marina Ruy Barbosa, Eduardo Bolsonaro questiona trabalho infantil

(Foto: Reprodução Twitter)

O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL/SP) causou polêmica nas redes sociais ao publicar um tweet questionando o trabalho infantil, ao se referir a artistas do cenário musical e televisivo brasileiro, que começaram a carreira enquanto crianças.

Na imagem, com fotos reunidas das atrizes Isabelle Drumond, Marina Ruy Barbosa, Bruna Marquezine, dos irmãos Sandy&Junior e da apresentadora Maísa, constava a pergunta: “Será que eles gostariam de ter começado a carreira após os 18 anos?”. Junto ao questionamento, o filho do presidente da república digitou: “Assim como palmadas para educar o filho é uma coisa e mal tratar a criança é outra, a mesma distinção se faz necessária nessa questão do trabalho de menores”.

Diversos internautas reagiram à publicação, deixando comentários questionando a compreensão de Bolsonaro sobre a gravidade do trabalho infantil. Um comentário recebeu 3,9 mil curtidas, indagou: “Poxa, será que você acredita mesmo nisso? Você acha certo distorcer os fatos desse jeito? Te faz bem? Qual é seu plano quando você faz uma coisa dessas? Você realmente não sabe da gravidade do trabalho infantil?”.

Com uma foto, uma outra internauta demonstrou a realidade do trabalho infantil, com a imagem de uma criança realizando serviços agrícolas. Mais de cinco mil pessoas curtiram o comentário.

O cantor Marcelo D2 também reagiu à publicação, escrevendo: “MAs tu é muito burro .. meu Deus”. Algumas pessoas também foram a favor da manifestação do deputado, defendendo o pai de Eduardo e afirmando que: “Fazem QUESTÃO de ligar crianças trabalhando com ESCRAVIDÃO pra pegar mal. São uns malditos. Mas eles não ditam mais a cabeça do nosso povo e a maioria sabe o que REALMENTE Bolsonaro apoia, afirmando ser benéfico por experiência própria”.

Eduardo publicou a foto dois dias após o presidente Jair Bolsonaro (PSL) publicar um vídeo nas redes sociais, afirmando que não se sentiu prejudicado por ter trabalhado durante a infância. Na transmissão ao vivo, Bolsonaro afirmou que “Quando um moleque de nove, dez anos vai trabalhar em algum lugar, tá cheio de gente aí ‘trabalho escravo, não sei o quê, trabalho infantil’. Agora, quando tá fumando um paralelepípedo de crack, ninguém fala nada”. Mesmo com a manifestação, ele disse que não apresentaria nenhum projeto que pudesse descriminalizar o trabalho infantil, para evitar ser “massacrado”.

Os relatos do presidente causaram grande repercussão negativa nas redes sociais, e, por isso, no mesmo dia, ele se defendeu lembrando que “Não devemos confundir o incentivo ao trabalho e à disciplina com exploração, abuso e abandono da escola. São coisas completamente distintas e todos sabemos disso”.

Trabalho infantil é considerado crime no Brasil, defendido pelo artigo 7 da Constituição Federal. Baseado no mapa do trabalho infantil, que expõe os lugares e piores consequências da prática, o antigo governo assumiu o compromisso de eliminar as piores formas de infantil, da lista Trabalho Infantil Proibido (TIP), até 2016. Nessa lista, estão crianças que trabalham na agricultura, exploração florestal, pesca, indústria extrativa, indústria do fumo, construção e trabalho doméstico.

Dos 2000 para cá, o número de crianças e adolescentes trabalhando reduziu de 8 milhões para 2,7 milhões. Ainda assim, foram registrado 43.777 acidentes de trabalho e mais de 260 menores de idade morreram entre 2007 e 2018, devido às condições de trabalho a que são submetidas.

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