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Vale sabia que teria pouco tempo para evacuação, se barragem rompesse, diz testemunha

Vítima encontrada ainda não foi identificada. (Foto: Divulgação/Bombeiros MG)

Em depoimento para a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, nesta quinta-feira (27), o funcionário de uma prestadora de serviços da Vale revelou uma nova informação. A mineradora sabia que se a Barragem de Brumadinho (MG) rompesse, a empresa teria apenas um minuto para evacuação das instalações administrativas e do refeitório da Mina Córrego do Feijão

Esta foi a 12ª audiência da CPI, na qual também foi ouvido o ex-trabalhador da Vale, Lucas Samuel Santos Brasil. Na segunda-feira (24), outras pessoas depuseram sobre detonações planejadas que teriam ocorrido no dia da tragédia.

Sérgio Pinheiro Freitas trabalha para a Walm Engenharia Tecnologia Ambiental que elaborou o Plano de Ação de Emergência para Barragens de Mineração (PAEBM). O documento é obrigatório para qualquer barragem e deve mostrar diversas informações, como, por exemplo, o tamanho da mancha de inundação e a velocidade de deslocamento dos rejeitos, em caso de rompimento.

De acordo com Freitas, os cálculos apresentados no PAEBM tornam a Vale responsável por realizar os simulados e por avaliar se o tempo estimado era plausível para evacuar o local, além de a adotar as providências necessárias. “Um minuto é um tempo extremamente curto. Mas eu não tenho informação do resultado dos simulados para saber se esse tempo seria suficiente ou não”, afirmou ele.

Sobre não ter transferido o refeitório, a Vale respondeu em nota à Agência Brasil: “O PAEBM considera que, a partir da elevação do nível de risco de uma estrutura, a Zona de Autossalvamento seja evacuada, com acionamento das sirenes. Os planos consideram três níveis de risco, sendo o último deles (Nível 3) o risco iminente ou o rompimento da barragem. Entende-se que, antes de um rompimento, haverá sinais e, portanto, tempo para elevação do nível de alerta e remoção com segurança de todas as pessoas”, disse o texto.

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