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As vendas do comércio brasileiro aumentaram 2,3% em 2018, a maior alta em cinco anos

Em novembro, o comércio avançou 3,1%, a maior taxa mensal de toda a série histórica da pesquisa. (Foto: USP Imagens)

Segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), as vendas do comércio varejista brasileiro registraram alta de 2,3% no ano passado – a maior alta do indicador em cinco anos. Apesar do crescimento no acumulado no ano, as vendas perderam fôlego no segundo semestre, por causa da alta do dólar, incertezas diante do período eleitoral e recuperação da greve dos caminhoneiros.

Em dezembro de 2018, o comércio varejista nacional caiu 2,2% frente a novembro, na série com ajuste sazonal, descontando grande parte do avanço de 3,1% registrado no mês anterior. Em relação a dezembro de 2017, o volume de vendas cresceu 0,6%. Foi o pior resultado mensal desde janeiro de 2016, quando o volume de vendas do comércio varejista caiu 2,5%. A análise é de Isabella Nunes, gerente da pesquisa do IBGE.

A pesquisadora do IBGE ponderou que o forte resultado negativo de dezembro ocorreu por causa da base de comparação. Em novembro, o comércio avançou 3,1% – a maior taxa mensal de toda a série histórica da pesquisa. “Essa taxa de dezembro foi impulsionada fortemente pelas promoções da Black Friday, que fizeram novembro ter um resultado muito elevado”, explicou. “Ano após ano, os patamares de novembro e dezembro vêm se aproximando. Isso fica mais evidente quanto a gente observa individualmente as atividades do comércio. As vendas de outros artigos de uso doméstico e pessoal, móveis e eletrodomésticos são as que mais crescem em novembro desde o início desta promoção anual”, destacou.

Desempenho por segmento

Três das oito atividades do varejo exerceram o maior impacto no comércio varejista em 2018: hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (3,8%), seguida por outros artigos de uso pessoal e doméstico (7,6%) e artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (5,9%). Por outro lado, combustíveis e lubrificantes (-5%) exerceu o maior impacto negativo.

Já no comércio varejista ampliado, o bom desempenho de 2018 foi influenciado, principalmente, pela atividade de veículos, motos, partes e peças, com alta de 15,1% – maior taxa desde 2007, quando cresceu 22,6%. O segmento registrou taxa de um dígito somente maio e dezembro, respectivamente, de 2,1% e 7,8%.

Segundo a pesquisadora, dois fatores têm relação direta com a alta expressiva na venda de veículos: melhores condições de financiamento e redução de 30% de impostos sobre carros importados.

A pesquisadora ressalvou que, apesar de se tratar da maior alta em 11 anos, o segmento de veículos ainda se encontra num patamar de vendas 34,2% abaixo do pico histórico, registrado em junho de 2012.

Já o segmento de material de construção fechou o ano de 2018 acumulando variação de 3,5%, porém, com perda de ritmo em relação ao acumulado até novembro (3,9%).

Perspectivas

Com o desemprego ainda elevado, a economia brasileira tem mostrado um ritmo de recuperação ainda lento. A confiança do consumidor avançou para o maior nível desde fevereiro de 2014. A economia brasileira avançou 0,8% no 3º trimestre. Para o ano de 2019, a expectativa é de uma alta de 2,5% do PIB (Produto Interno Bruto), segundo a mais recente pesquisa Focus realizada pelo Banco Central.

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