Últimas Notícias > Notícias > Brasil > O ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, fez um apelo para que os caminhoneiros voltem ao trabalho

Venezuelanos protestam prevendo a manipulação da eleição presidencial

Manifestantes defendem abstenção nas eleições do domingo. (Foto: Reprodução)

Várias centenas de manifestantes opositores na Venezuela interromperam o tráfego com uma marcha rumo à sede da OEA (Organização dos Estados Americanos) em Caracas na quarta-feira (16) para protestar contra a eleição presidencial do próximo final de semana, que dizem que será manipulada. Como a maior parte da oposição boicotará a votação de domingo e dois de seus líderes mais populares estão proibidos de concorrer, o presidente de esquerda Nicolás Maduro deve se reeleger, apesar da crise econômica avassaladora do país.

A marcha muito aquém dos meses de protestos em massa que atraíram centenas de milhares às ruas no ano passado, foi liderada por um grupo opositor recém-criado chamado Frente Ampla, que defende a abstenção. “Não votarei porque está tudo manipulado de antemão”, disse Nancy Forrero, engenheira de 54 anos de uma petroleira privada. “Isto é uma ditadura”, acrescentou ela, cujo filho se mudou para Buenos Aires.

Dezenas de milhares de venezuelanos trocaram sua pátria por outras da América do Sul, um êxodo crescente de imigrantes em fuga da inflação alta e da escassez de alimentos.

Bradando slogans anti-Maduro e acenando com bandeiras dos partidos de oposição militantes Primeiro Justiça e Vontade Popular, os manifestantes planejavam deixar uma carta no escritório da OEA. “Queremos eleições livres, transparentes, verdadeiras, não o que acontecerá no domingo, uma farsa”, disse o economista Ivan Lopez, de 65 anos.

Ajuda humanitária

O Canadá anunciou que doará mais de US$ 4 milhões à ONU (Organização das Nações Unidas) e à Cruz Vermelha Internacional para ajuda humanitária perante o “agravamento da crise econômica, política e humanitária” na Venezuela. Após participar da reunião do Grupo de Lima no México, a ministra das Relações Exteriores do Canadá, Chrystia Freeland, afirmou em comunicado que “a crise na Venezuela está tendo graves consequências para toda a região, com milhares de venezuelanos que buscam refúgio devido às difíceis circunstâncias”.

“Não merecem isso. O Canadá está com o povo da Venezuela e da região, à medida que enfrentam a magnitude desta difícil crise”, acrescentou Freeland. O governo canadense responsabilizou diretamente o governo do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, pelos “crescentes números de venezuelanos que estão fugindo a países vizinhos como Brasil, Colômbia, Equador, Peru e ao sul do Caribe”.

O governo canadense proporcionará 1,3 milhões de dólares canadenses (US$ 1 milhão) ao Programa Mundial de Alimentos da ONU e à Ação contra a Fome na Colômbia para segurança alimentar, acesso a água potável e saneamento.

Além disso, o Canadá proporcionará outros 4 milhões de dólares canadenses (US$ 3,1 milhões) ao Alto Comissariado para Refugiados da ONU, ao Comitê Internacional da Cruz Vermelha e ao Escritório para a Coordenação de Assuntos Humanitários das Nações Unidas.

 

Deixe seu comentário: