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Viajante gaúcho vive a experiência de assistir a aurora boreal na Rússia

(Foto: Fabian Saraiva)

Quem viaja muito está sempre em buscas de experiências novas e impactantes. É assim que pensa e vive o viajante profissional Fabian Saraiva. São mais de 50 países percorridos e diversas histórias em sua bagagem e a mais recente viagem lhe rendeu um dos momentos mais inesquecíveis. Ele assistiu a um dos fenômenos mais interessantes da natureza: a aurora boreal.

(Foto: Divulgação)

“Foi como ver uma água-viva nadando em um mar escuro”, descreve Saraiva. A experiência, caracterizada pelo viajante como perfeita, foi vivida por ele e mais 25 pessoas em fevereiro deste ano, na Rússia. O Mundial chamou a atenção para o país e fez com que o lado desbravador de Saraiva entrasse em ação.

Realmente foi preciso muita ação para assistir a aurora boreal. Foram três dias de caça em Murmansk, cidade localizada no norte do Círculo Polar Ártico, região onde é possível visualizar o fenômeno. Saraiva teve sorte. Pois para vê-la é mais difícil do que parece. Ele conheceu pessoas que passaram 45 dias buscando viver este momento e não conseguiram.

São diversas condições que contribuem com a aparição do fenômeno. “É preciso estar escuro e a temperatura ser baixa para que a umidade desça e o céu se mantenha limpo”, explica Saraiva. Na primeira noite o céu estava encoberto de nuvens. No segundo dia só foi possível ver a aurora boreal através de câmeras fotográficas, pois a luz estava muito fraca e para que pudesse ser visto a olho nu, uma pessoa teria que manter o olho aberto por muito tempo, sem piscar, para que a retina pudesse captar.

Na última noite o grupo intensificou a caçada e percorreu a estrada por pelo menos 5 horas afastados de Murmansk. Foi aí que a “magia” aconteceu. “Eu indico para quem quiser passar por esta experiência que leve uma playlist com as suas melhores músicas”, afirma Saraiva, que viveu o fenômeno de forma intensa.

(Foto: Arquivo Pessoal)

Ele viu pessoas chorando, gritando e outras ficarem introspectivas admirando, como foi o caso do viajante. “Acho que naquele momento o cara lá de cima zerou a minha lista de coisas ruins que já tenha feito na vida”, ressalta Saraiva. A aurora boreal da forma que o grupo enxergou é apenas uma das condições na qual ela se apresenta. Na mesma noite, as pessoas que visualizaram da cidade de Thompson, na Dacota do Norte, descreveram como feixes de luz.

Para quem tem interesse em passar por esta experiência, Saraiva recomenda que seja entre os meses de dezembro, janeiro e fevereiro. “É importante levar na mala peças de roupa coringas como casaco e botas especiais para o frio do Círculo Polar Ártico, mas as roupas do inverno brasileiro também podem ser utilizadas”, enfatiza ele.

De acordo com o viajante não existe idade e nem é preciso esforço físico para ver a aurora boreal, mas é significativo andar com guias para auxiliar na caçada e também passar truques. “Pois eu posso estar em um lado da cidade e não conseguir assistir a auroral boreal e quem está localizado a 2 quilômetros de mim estar conseguindo”, conta Saraiva.

Desde que voltou a Porto Alegre, Fabian Saraiva está contando sua experiência para blogs e nesta quinta-feira (09) participou de um bate-papo promovido pela loja Saccaro, no bairro Mon’t Serrat. Ele resume o seu lado viajante com um frase: “Quando a gente começa a conhecer muito do mundo, buscamos momentos impactantes e que façam a diferença”. (Marysol Cooper / O Sul)

 

 

 

 

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