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Vitor Koch diz que “o empreendedorismo precisa ser fomentado”

Vitor Koch, presidente do FCDL: otimismo frente a 2017. (foto: Jackson Ciceri/O Sul)

“Quando um país não tem poupança, a sinalização de que as coisas estão ruins é evidente.” Este é o pensamento de uma das lideranças gaúchas, Vitor Augusto Koch, presidente da FCDL (Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do RS). Ele defende a importância de processos de gestão para um empreendedorismo de sucesso, o que vale para órgãos públicos, empresas privadas e até para indivíduos. O dirigente critica a falta de incentivo à poupança com uma população endividada, juros altos e difícil acesso ao crédito, fazendo com que “o ciclo produtivo não se complete”.

Mesmo diante desse cenário, ele mantém o otimismo e cita como um dos sinais de recuperação da economia a redução de juros, pois acredita que com taxas menores, o comércio se tornará mais vendedor e os negócios mais prósperos. “Ser empreendedor neste País significa alto risco.”

Na visão de Koch, é necessário que o governo ajuste suas contas para que possa gerar investimentos e, com isso, projetar a retomada, gerando empregos e movimentando a economia. “Falo de uma economia próspera, equilibrada, porque nunca chegaremos ao pleno emprego.”

Ele revela que nos últimos dois anos, cerca de 2,5 mil empresas fecharam suas portas. “É preciso entendimento de que o empreendedorismo precisa ser fomentado.” Koch considera que recursos do governo federal destinados à educação, na ordem de 6% do orçamento, seriam suficientes se fossem bem administrados. “Não são números ruins, mas são aplicados erroneamente. A metodologia precisa ser revista”, alerta. Segundo o presidente da FCDL, isto acontece em inúmeros outros segmentos, como na saúde e até na própria segurança.

Projetando este posicionamento para o setor do comércio, ele crê que uma equipe qualificada e comprometida, faz a diferença. O comércio vive de lucratividade, “mas precisa ser bem planejado”. Mais do que nunca Koch acredita no potencial das lojas de ruas, uma vez que os shoppings foram “vorazes, exigindo dos empreendedores até mesmo o 14 salário”. O presidente da entidade aposta na expansão dos centros de compras a céu aberto, com ofertas de outlets e conveniências, “uma tendência que chegará ao RS com muita força”.

Cenários
Como de costume, a FCDL apresenta todos os anos os resultados setoriais e suas perspectivas. Um ponto favorável é a melhoria do cenário econômico internacional, com a aceleração do crescimento dos EUA e, em menor escala, da União Europeia. O provável início da vigência da PEC 241, que impõe um teto de gastos do governo, será um importante apoio no controle da despesa pública. A entidade projeta o crescimento do PIB entre 1,5% e 2,5% e a expectativa para o consumo, de um crescimento entre 1,5% e 3% das vendas no varejo.

Em 2016, pelo segundo ano consecutivo, as vendas do varejo gaúcho caíram. A retração, segundo o presidente, deve fechar em 9,6%. “Juntando este resultado com o de 2015, o consumo gaúcho cai acumuladamente 21,5% nos dois anos.” Quanto à inflação, Koch prevê que as variações se mantenham bem mais reduzidas, tendo por base o recuo dos índices dos últimos meses. (Clarice Ledur)

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