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Vitória de trans em corrida feminina nos Estados Unidos gera protestos

As atletas Andraya Yearwood e Terry Miller. (Foto: Reprodução)

Primeiro e segundo lugares nos 55 metros rasos da competição juvenil feminina (do High School – Ensino Médio) em Connectituct foram trans. Também venceram o campeonato estadual nos 55m. No ano passado a mesma dupla também venceu nos 100m. Pode ser injusto, mas é legal. Connecticut é um dos 17 estados norte-americanos que permitem atletas transgêneros competirem sem nenhuma restrição. As competidoras alegam que essa “inclusão” permitida por lei é injusta pois as trans são mais fortes, por isso resolveram se manifestar em entrevista ao Daily Signal no começo deste mês. Mas o fato está em vários sites e gera muita polêmica.

A estudante de 16 anos Selina Soule, que até então ganhava todas as provas de curta distância, se sente injustiçada. Selina garante que não é transfobia , mas está vendo seu sonho de ser atleta da elite se desmanchar, já que os olheiros prestam atenção só nos dois primeiros lugares. Argumenta que não tem como vencer de Terry Miller e Andraya Yearwood, 17 anos, biologicamente mais forte que todas as outras garotas. E diz mais ainda, que com os garotos as trans não conseguiam resultados bons e agora, autorizadas por lei, vencem das garotas.

Selina não conseguiu se classificar para o estadual este ano por duas posições. Só se classificou no salto em distância, onde ainda não há trans. “É muito frustante, de quebrar o coração mesmo, quando as garotas estão perfiladas na largada e já sabem que não terão condições físicas de vencer, mesmo dando seu máximo”, disse Selina ao Dailly Signal. Ela sugere que seja criada a categoria trans.

A competição deste ano foi em fevereiro na Bloomfield High School. A atleta trans Terry Miller é da Bloomfield High School e venceu os 55 metros rasos seguida da também trans Andraya, que é da Cromwell High School. Inclusive Terry estabeleceu o recorde estadual feminino juvenil: 6.95 segundos. Andraya chegou milésimos atrás, com o tempo de 7:01. A primeira garota chegou com o tempo de 7:23. Sobre os protestos, Andraya disse ao Washington Times “uso a negatividade para me abastecer para correr ainda mais rápido.”

O recorde nacional juvenil feminino para os 55 metros é 6,68 segundos batido por Aleisha Latimer em 1996 e igualado por Angela Williams dois anos depois. No masculino é 6, 08 segundos estabelecido por Marvin Bracy, em janeiro de 2012. Ou seja, pegando os números faz sentido o que Selina está dizendo.

Em São Paulo, tramita o Projeto de Lei 346/2019, do deputado estadual Altair Moraes (PRB-SP), que restringe a participação de transexuais no esporte, estabelecendo como único critério o sexo biológico do competidor para fins de escalação em equipes masculinas ou femininas. Caso aprovado, seguirá para sanção ou veto do governador.

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