Sábado, 07 de Dezembro de 2019

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Bem-Estar Você pode sobreviver mesmo sem ter algumas partes do corpo. Saiba quais são elas

A hipertensão arterial, que atinge 30% da população, é a primeira causa de doença renal crônica. (Foto: Reprodução)

O corpo humano é formado por inúmeros órgãos responsáveis por garantir nossa sobrevivência. Mas alguns deles não são exatamente essenciais – e são até dispensáveis para a vida. As amígdalas, por exemplo, ainda que protejam as vias respiratórias de uma invasão bacteriana, perdem sua importância após os três anos de idade. Além disso, por causa de sua função, elas podem ser infectadas facilmente – e é por isso que, quando as dores e infecções na garganta se tornam recorrentes, a medida aconselhada pelos médicos é a extração das amígdalas. A ausência delas não afeta a resposta imunológica do organismo.

Outro órgão desnecessário – e que muitas vezes nos causa problemas, como apendicite – é o apêndice . Ele não tem função específica no corpo humano e tudo indica que foi útil a nossos ancestrais para digerir alimentos duros, como cascas de árvores. Mas, atualmente, ele não serve para nada.

Alguns cientistas acreditam que, com a evolução da espécie, o apêndice tende a desaparecer. No entanto, esse órgão é rico em células linfoides que combatem infecções e poderia ter algum papel no sistema imunológico. Ainda assim, ele pode ser retirado sem causar dano algum. Diferente do apêndice, a vesícula, esse pequeno saco verde em forma de pera que se esconde atrás do fígado é, sim, útil. Ela se encarrega de armazenar a bile e ajuda a digerir os alimentos. No entanto, quando começa a causar muitos problemas – principalmente nos casos de pedras –, ela pode ser eliminada. Quando isso ocorre, é necessário ter cuidados com a alimentação – o consumo de comida picante ou gasosa, por exemplo, pode causar diarreia e inchaço.

Órgãos reprodutores são “supérfluos”

Outros órgãos que não são estritamente necessários para a nossa sobrevivência são os reprodutores, tanto das mulheres, quanto dos homens: útero, ovários, testículos e próstata. Eles são essenciais para criar novas vidas, mas é possível viver sem eles.

Outro “mistério” que persiste por muito tempo é a existência dos mamilos nos homens. A exemplo do apêndice, eles são partes ou órgãos chamados de “vestigiais”, que ao longo da evolução da espécie foram perdendo sua função. No caso dos mamilos, eles podem causar sérios problemas, pois seus tecidos podem formar tumores tão fatais quanto aqueles que acometem as mulheres nas mamas.

Com algumas reações adversas, ainda é possível viver sem mais órgãos. Entre eles estão as glândulas da tireoide (é possível viver sem elas com a ajuda de tratamentos hormonais), o baço (mas ficamos mais propensos a infecções) e várias veias (temos muito mais do que precisamos). O próprio cérebro, apesar de ser essencial à vida, pode ter algumas partes retiradas sem grandes danos. Cirurgiões retiraram até metade do cérebro de centenas de pacientes por problemas que não poderiam ser corrigidos de outra forma e eles sobreviveram, apesar das sequelas.

Órgãos em pares

Há também os casos de órgãos que existem em pares – os pulmões, por exemplo. É possível viver só com um deles, ainda que seja necessário uma preocupação especial com a respiração, que será mais restrita. Mas é possível ter qualidade de vida com um pulmão só, tudo depende do estado de saúde prévio à cirurgia para a retirada do órgão.

Os rins também existem em pares, mas é possível viver com um só. Sua função principal é “filtrar” os fluidos do corpo e um rim já dá conta de fazer isso, enviando as sobras para a bexiga.

O intestino grosso é outro que pode ter sua função desempenhada pelo intestino delgado após uma adaptação nesse órgão. É possível também viver sem o estômago, conectando o esôfago diretamente ao intestino delgado.

Há também um osso da perna, a fíbula ou perônio, que não tem função de sustentação de peso do corpo. Ela é de certa forma dispensável e até pode ser utilizada como peça para reparar outros ossos.

Por fim, a última parte das vértebras: o cóccix. Ele é o único vestígio que nos resta de uma cauda. E pode nos causar muitas dores quando caímos e batemos essa parte ao final da coluna. Mas ele também pode ser retirado sem maiores sequelas.

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