Sexta-feira, 06 de Dezembro de 2019

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Esporte Werdum sonha com o UFC na Arena e aposta no Grêmio para o Gre-Nal

Fabrício Werdum, lutador gaúcho campeão do UFC durante visita a Porto Alegre. (Foto: Lucas Uebel/O Sul)

Por Ricardo Bravo

O grande nome do esporte gaúcho hoje é de uma área razoavelmente nova. Fabrício Werdum, lutador peso-pesado do UFC, maior torneio de Artes Marciais Mistas (MMA, em inglês) do mundo, é o campeão mundial. O porto-alegrense tem uma história típica de um jovem gaudério, que passava seu tempo nas praças da cidade com os amigos, mas a luta o levou a horizontes não antes pensados.

Em entrevista para O Sul, Fabrício falou por mais de 30 minutos, com seu jeito leve, risonho e de bem com a vida, sobre o que significa esse momento especial na carreira, que começou em 2002 e agora atingiu seu auge – o dono do cinturão mais cobiçado do planeta.

A longa carreira no esporte começou no jiu-jitsu, ainda no Rio Grande do Sul. Depois de morar em Madri, fazer lutas em Londres, assinou pela primeira vez com o UFC. Ali, a sua cabeça mudou e o futuro campeão começava a ser moldado. “Uma derrota me ensinou muito. Ali eu decidi a minha vida, fui morar nos Estados Unidos, sem contrato nenhum. Fiquei um ano e meio sem nada, até que consegui voltar pro Strikeforce, mesmo sabendo que era um passo atrás. A luta com o Fedor me deu a grande alavancada na carreira. Eu não era tão conhecido no mundo da luta, mas aí todo mundo queria saber quem ganhou do Fedor”.

A trajetória, a partir daí, foi de ascensão. Voltou ao UFC, fez lutas e chegou ao topo – a disputa para se tornar o melhor da categoria pesado. Werdum então era o campeão interino, após ter batido Mark Hunt, e deveria enfrentar Cain Velásquez, que vinha lesionado há algum tempo. Essa luta unificou o título pesado e deu ao gaúcho o status de campeão mundial.

Quando perguntado sobre o fato, ele explicou a importância dessa vitória: “Tirei a dúvida que tinha sobre o cinturão interino. Estou com dois em casa. Me senti com o dever cumprido, ganhei do cara que era considerado imbatível. Falaram que ele não tava preparado, mas ele tava sim. Ele não foi antes treinar porque não quis. Fazia parte da minha estratégia isso. Eu já tinha sentido quando lutei com o Mark Hunt (na disputa do cinturão interino, também no México). O técnico dele falou que ele tava muito bem, disse inclusive que ia bater mais em mim que bateu no Cigano. Eu identifiquei quando o mestre do Cain falou muito. Eu já havia passado por isso, de falar por estar nervoso”.

Luta em junho garantiu o cinturão do UFC ao gaúcho (Foto: AP Photo/Christian Palma)

Luta em junho garantiu o cinturão do UFC ao gaúcho. (Foto: Christian Palma/AP)

O destino ainda é incerto, e Werdum explica, contando sobre o sonho de atuar em Porto Alegre: “Ainda não sei de nada. Cogitou-se uma data em dezembro (5 de dezembro, estreia do UFC em um estádio de futebol nos EUA) e outra em fevereiro. Até sugeri que eu queria lutar no mesmo evento do McGregor e o José Aldo. Seria um evento que ficará na história do MMA. Agora, não tem como ser na Arena do Grêmio. Talvez na próxima defesa sim. É um sonho lutar em casa”. O adversário? “Pode ser de novo o Cain Velásquez, até o Fedor, que tá voltando ao evento e merece muito respeito.”

Risadas e alegria

Fabrício Werdum é um cara extrovertido. Conta histórias com orgulho de sua vida, de sua família e de seus amigos. E com muita felicidade por ser do Rio Grande do Sul. “Sou do meu jeito, o mais sincero possível. Sou gaúcho, tenho orgulho disso. Meu sotaque continua forte. Comecei aqui, disse isso depois da luta.”

FOTO: LUCAS UEBEL

Lutador posa com a sua maior conquista no ombro. (Foto: Lucas Uebel/O Sul)

E, neste domingo (09), tem Gre-Nal. O gremista, que receberá uma homenagem antes da partida, tem um palpite – vitória de seu time. “Sou gremista também, mas os colorados sempre me respeitam e dizem que são meus fãs. A Geral que me apoia muito, seria um evento muito bom. Eu ia sempre aos jogos. Ir ao Gre-Nal agora e ser homenageado. Será 2 a 0 pro Grêmio”, disse. E deu um recado para os torcedores: “Brigar no estádio não tá com nada, deixa que eu luto. Sem violência”.

FOTO: LUCAS UEBEL

Número 1: o que Werdum é hoje no MMA. (Foto: Lucas Uebel/O Sul)

O lutador está de férias, em turnê por países da América Latina e no Brasil. Já disse sentir falta dos treinos. Quer voltar para casa e retomar a rotina. Antes disso, neste sábado (08), realizará um seminário na Sogipa, às 15h, dando palestra e conversando com os presentes no evento.

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