Vestidos de branco em sua maioria, milhares de cubanos lotaram nesse domingo a histórica Praça da Revolução em Havana para a primeira de três missas que serão celebradas pelo papa Francisco em Cuba. Pelo menos cem mil pessoas acompanharam a celebração. O pontífice foi saudado na chegada e decidiu descer do papamóvel para cumprimentar parte do público.
Acompanhado pelo arcebispo de Havana, Jaime Ortega Alamino, Francisco iniciou a celebração no palco montado próximo a um dos prédios mais famosos da cidade – o edifício do Ministério do Interior, com sua efígie de Che Guevara na fachada. Durante a missa, o papa não falou apenas aos cubanos. O pontífice pediu, também, pela reconciliação na Colômbia, onde as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia e o governo vivem um conflito que já dura meio século. “Sustentem todos os esforços que estão fazendo para uma definitiva reconciliação”, disse. A celebração foi carregada de leituras bíblicas e declarações pessoais do pontífice pedindo mais solidariedade, respeito aos mais frágeis e acolhimento de opiniões contrárias.
Encontro
O papa Francisco também se encontrou com e ex-presidente de Cuba Fidel Castro. Ele fez uma visita ao líder revolucionário de 89 anos em sua casa em Havana. A reunião entre Francisco e o ex-presidente teria durado entre 30 e 40 minutos e ocorreu em um ambiente muito familiar e informal.
