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Bolsa brasileira fecha em alta após bater mínima desde janeiro; dólar recua a R$ 5,17

O Ibovespa apresenta recuo de 0,46% na semana e de 2,29% no mês, mas mantém ganho de 5,39% no acumulado do ano. (Foto: Divulgação/B3)

O dólar encerrou a sessão desta terça-feira (9) praticamente estável, em um dia marcado pelo alívio das tensões geopolíticas no Oriente Médio e pela expectativa dos investidores em relação à próxima decisão de juros do Banco Central. A moeda norte-americana fechou em leve baixa de 0,04%, cotada a R$ 5,1775, após oscilar entre ganhos e perdas ao longo do pregão. Já o Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, avançou 0,57%, aos 169.802 pontos.

No acumulado da semana, o dólar registra alta de 0,41%. No mês, a valorização chega a 2,68%. Em 2026, porém, a moeda ainda acumula queda de 5,67% frente ao real. O Ibovespa, por sua vez, apresenta recuo de 0,46% na semana e de 2,29% no mês, mas mantém ganho de 5,39% no acumulado do ano.

O desempenho dos mercados foi influenciado principalmente pela redução das preocupações com uma escalada do conflito no Oriente Médio. Após dias de troca de ataques entre Israel e Irã, os dois países sinalizaram uma trégua na segunda-feira (8), após um apelo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Apesar disso, o governo israelense indicou que poderá manter operações militares contra alvos no Líbano, o que mantém parte da cautela entre os investidores.

Com a diminuição do risco geopolítico, os preços do petróleo recuaram no mercado internacional. Por volta das 15h30, o barril do Brent, referência global da commodity, caía 2,59%, negociado a US$ 91,81. Já o petróleo WTI, referência nos Estados Unidos, registrava queda de 3,04%, cotado a US$ 88,52 por barril.

Os investidores também acompanharam as expectativas para a próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), marcada para a próxima semana. A avaliação predominante no mercado é de que o Banco Central manterá a taxa Selic em 14,50% ao ano, interrompendo o ciclo de cortes iniciado anteriormente.

A perspectiva de manutenção dos juros reflete o aumento das projeções para a inflação e a abertura da curva de juros futuros, sinalizando expectativas de taxas elevadas por um período mais longo. Nesse cenário, os agentes financeiros aguardam a divulgação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), prevista para sexta-feira (12), em busca de novos sinais sobre o comportamento da inflação no país.

No exterior, os mercados também reagiram ao cenário geopolítico e às perspectivas para a economia global. Em Nova York, os principais índices acionários encerraram o dia sem direção única. O Dow Jones avançou 0,14%, aos 50.857,58 pontos, enquanto o S&P 500 recuou 0,27%, aos 7.385,48 pontos. O Nasdaq Composite teve queda de 0,98%, aos 25.675,19 pontos, pressionado principalmente por ações do setor de tecnologia.

Na Europa, o comportamento das bolsas também foi misto. O índice pan-europeu STOXX 600 encerrou o pregão com alta de 0,5%, aos 618,64 pontos, refletindo o alívio temporário das preocupações com os desdobramentos do conflito no Oriente Médio e seus possíveis impactos sobre a economia global.

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