Terça-feira, 02 de Junho de 2020

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Brasil Bolsonaro manda confiscar celulares em reuniões

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Regra ampliada na gestão atual é uma medida de proteção usada não só em seu gabinete, mas em todas os encontros dos quais o presidente tem participado. (Foto: Marcos Corrêa/PR)

Alvo de vazamentos de conversas com ministros, o presidente Jair Bolsonaro adotou uma regra para quem se reúne com ele: celulares não entram. O confisco dos aparelhos é uma medida de proteção usada não só em seu gabinete, mas em todas as reuniões das quais tem participado. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

Vinte e dois deputados que estiveram no Palácio da Alvorada para se reunir com o presidente nesta semana contaram que havia um local designado para deixar os aparelhos na entrada da sala. No Palácio do Planalto, uma caixinha no corredor que antecede o gabinete presidencial faz este papel.

A prática já era adotada por outros presidentes. Na gestão atual, porém, a regra foi ampliada. No gabinete do vice-presidente, Hamilton Mourão, qualquer pessoa que entra em sua sala é convidado a deixar o telefone celular do lado de fora. Até mesmo o secretário de imprensa, tenente-coronel Alexandre de Lara, passou a exigir esta semana que jornalistas também não entrem em seu gabinete com celulares.

A proibição, porém, não está sendo seguida à risca. Na semana passada, o jornal O Globo mostrou que o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, ligou, sem querer, para um repórter enquanto conversava com Bolsonaro. No breve diálogo, os dois tratam da demissão do ex-ministro Gustavo Bebianno, que deixou vazar conversas de WhatsApp com o presidente.

Governo

Um levantamento realizado pelo instituto de pesquisas MDA para a CNT (Confederação Nacional do Transporte) indica que o governo do presidente Jair Bolsonaro conta com 57,5% de aprovação popular e 28,2% de desaprovação (14,3% dos entrevistados não opinaram).

Para 55,4%, a atual gestão federal (iniciada há quase dois meses) está sendo melhor do que a do antecessor, Michel Temer (2016-2018), 24,3% acham que está sendo igual e 8,7% que está sendo pior. Outros 11,6% não souberam ou não quiseram responder. Já no comparativo com o governo de Dilma Rousseff (2011-2016), 55,9% avaliam que a gestão atual melhorou, 19,4% a consideram igual e 14,5% veem uma piora.

Em relação às eleições do ano passado, 82,7% dos entrevistados declararam ter votado para presidente da República. Desses, 70,4% estão satisfeitos com o voto, 15,9% estão muito satisfeitos; e 7,6% estão arrependidos. Dos 2.002 entrevistados, 38,9% consideram o governo federal positivo e 19% o avaliam como ruim. Já para 29%, a gestão é considerada regular e 13,1% não souberam responder.

A pesquisa apontou, ainda, os desafios considerados prioritários pelos entrevistados, nesta ordem: aperfeiçoar os sistemas de saúde, segurança e educação, combater a corrupção, gerar empregos e incrementar a economia. O combate à pobreza, a preservação do meio ambiente, o aperfeiçoamento do sistema de saneamento e de energia, assim como transporte público também são itens citados pelos ouvidos na pesquisa.

Ao todo, foram ouvidas 2.002 pessoas em 137 municípios de 25 unidades federativas nas cinco regiões do país, de 21 a 23 de fevereiro. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais com 95% de nível de confiança.

 

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