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Porto Alegre Cesta básica fica 0,18% mais barata em Porto Alegre

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A queda foi puxada pelo recuo dos preços dos produtos in natura: tomate e batata.

Foto: Reprodução
Soma dos 13 itens que compõem o kit ficou em R$ 752,84 no mês de julho. (Foto: Agência Brasil)

Calculado em R$ 752,84, o preço da cesta básica baixou 0,18% em Porto Alegre no mês de julho, conforme boletim divulgado nesta sexta-feira (5) pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). O valor necessário para adquirir os 13 itens do kit, no entanto, ainda é o terceiro mais caro dentre as 17 capitais pesquisadas.

No topo do ranking está São Paulo, com R$ 760,45, seguida por Florianópolis, onde o valor ficou em R$ 753,73). Na quarta posição aparece o Rio de Janeiro (R$ 723,75).

A queda na capital gaúcha foi puxada pelo recuo dos preços de dois produtos in natura: tomate e batata. O primeiro – que chegou a ser o “vilão” da inflação – ficou 24,09% mais barato, ao passo que o segundo caiu 13,17%. Ao todo, seis dos 13 itens tiveram redução no valor.

Em relação ao conjunto de 17 cidades incluídas no levantamento, dez apresentaram redução no valor do conjunto dos alimentos básicos, entre junho e julho. As quedas mais expressivas ocorreram em Natal (-3,96%), João Pessoa (-2,4%), Fortaleza (-2,37%) e São Paulo (-2,13%).

Em outras sete houve alta: Vitória (1,14%), Salvador (0,98%), Brasília (0,8%), Recife (0,7%), Campo Grande (0,62%), Belo Horizonte (0,51%) e Belém (0,14%).

Já nas Regiões Norte e Nordeste do País, onde a composição da cesta é diferente, os menores valores médios foram registrados em Aracaju (R$ 542,50), João Pessoa (R$ 572,63) e Salvador (R$ 586,54).

Ainda conforme o Dieese, em julho o salário-mínimo necessário para manutenção de uma família de quatro pessoas deveria ser de R$ 6.388,55, ou 5,27 vezes o valor pago atualmente (R$ 1.212). No mesmo mês do ano passado, o mínimo ideal era de R$ 5.518,79, ou 5,02 vezes o valor vigente na época (R$ 1.100).

Comparativo anual

A comparação do valor da cesta entre julho de 2022 e julho de 2021 mostrou que todas as capitais tiveram alta de preço, com variações que oscilaram entre 11,07% em Aracaju e 26,46% em Recife.

No acumulado de 2022, o custo da cesta básica apresentou elevação em todas as cidades, com destaque para as variações de Recife (15,83%), Belém (13,70%), Aracaju (13,48%) e Brasília (13,25%).

Componentes

Identificado pela sigla PCNBA (Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos), o levantamento contínuo do Dieese (sediado em São Paulo) abrange 13 produtos considerados essenciais no cardápio da população.

A lista está detalhada no site oficial dieese.org.br: carne, leite, feijão, arroz, farinha, batata, tomate, pão francês, café em pó, banana, açúcar, manteiga e banha/óleo.

Origens

O estudo foi implantado em 1959 na cidade de São Paulo, a partir dos preços coletados para o cálculo do Índice de Custo de Vida (ICV). Ao longo das décadas, a abrangência foi ampliada para um total de 17 das 27 capitais.

Esses itens básicos têm sido definidos por um decreto federal vigente desde 1938, quando promulgado pelo então presidente Getúlio Vargas – que também regulamentou o salário-mínimo no Brasil e outros direitos trabalhistas.

A determinação é de que a cesta seja composta por 13 produtos alimentícios, todos em quantidades suficientes para garantir o sustento e o bem-estar de um trabalhador em idade adulta durante o período de um mês.

Tanto a composição da cesta como as quantidades de cada componente são diferenciados por três grupos de Estados, de acordo com os hábitos alimentares locais (o Rio Grande do Sul está inserido na chamada “Região 3”, onde questões culturais e outros aspectos fazem com que o consumo de carne, por exemplo, costume ser maior que nas demais áreas do País).

“Os dados permitem que todos os segmentos da sociedade conhecer, estudar e refletir sobre o valor da alimentação básica no País”, ressalta o site do Departamento.

(Marcello Campos)

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