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Conta de luz: último mês do ano terá bandeira amarela, um alívio após seis meses de vermelha

A classificação para dezembro representará um custo de R$ 1,88 para cada 100 kWh consumidos. (Foto: EBC)

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anunciou nessa sexta-feira (28) que o último mês deste ano terá o acionamento da bandeira amarela, um alívio em relação às tarifas adicionais de cor vermelha que vigoraram por seis meses. A classificação para dezembro representará um custo adicional de R$ 1,88 para cada 100 kWh consumidos. O anúncio vem em linha com as expectativas de especialistas do setor elétrico.

Nos meses de junho e julho, o enquadramento foi de vermelha patamar 1. Em agosto e setembro, o adicional subiu para vermelho patamar 2. Em outubro, houve recuo ao patamar 1, que se manteve em novembro.

A Aneel afirmou que, até o momento, a previsão de chuva para dezembro é superior à de novembro, na maior parte do País. A estimativa considera a entrada do período chuvoso.

Ainda assim, a expectativa de chuva está, de forma geral, abaixo da sua média histórica para este mês do ano. Os primeiros meses de 2026, por sua vez, devem ser de bandeira verde, sem cobrança adicional.

Porém, apesar das perspectivas positivas à frente, as projeções podem ser alteradas. Além do risco hidrológico (GSF), gatilho para o acionamento das bandeiras mais caras, outro fator de peso é o aumento do Preço de Liquidação de Diferenças (PLD) – valor calculado para a energia a ser produzida em determinado período.

Com as condições de geração de energia mais favoráveis, foi possível mudar da bandeira vermelha patamar 1 para amarela. A Aneel reforçou que o acionamento das termoelétricas continua essencial para atender à demanda. Isso justifica o pagamento adicional com a sinalização da bandeira tarifária.

Histórico

O ano de 2024 foi encerrado com bandeira tarifária verde na conta de luz, mas, com a piora nas expectativas de chuva, foi acionada em junho a bandeira vermelha patamar 1 (em maio, estava em amarela). Em agosto, auge do período seco, houve elevação para o patamar 2.

Criado em 2015, o sistema de bandeiras tarifárias indica aos consumidores os custos da geração de energia no País e visa atenuar os impactos nos orçamentos das distribuidoras de energia.

Antes, o custo da energia em momentos de mais dificuldades para geração era repassado às tarifas apenas no reajuste anual de cada empresa, com incidência de juros. No modelo atual, os recursos são cobrados e transferidos às distribuidoras mensalmente por meio da “conta Bandeiras”. (Com informações de O Estado de S. Paulo)

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