Ícone do site Jornal O Sul

Diminuem os casos suspeitos de infecção por coronavírus no Rio Grande do Sul

Apenas um caso continua sendo investigado no Estado. (Foto: Fiocruz)

Análises realizadas pela Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) em amostras enviadas pela SES (Secretaria Estadual da Saúde) deram resultado negativo para infecção por coronavírus em dois pacientes monitorados no Rio Grande do Sul. Outros três casos suspeitos continuam sob investigação, em Porto Alegre, Canoas (Região Metropolitana) e Morro Reuter (Vale do Sinos).

Uma das situações descartadas se refere a um homem de 54 anos que vive na China e que recentemente procurou atendimento em Novo Hamburgo (Vale do Sinos) durante viagem ao Estado. Já a outra diz respeito a uma mulher de 60 anos, residente em Canoas e que esteve no país asiático em janeiro.

Já os pacientes que ainda exigem atenção são um idoso de 65 anos, marido da moradora de Canoas, e duas crianças que moram na China e necessitaram de serviço médico durante viagem ao Rio Grande do Sul. Trata-se de um menino de 3 anos cuja situação foi informada pelas autoridades Morro Reuter e um bebê de 6 meses atendido na capital gaúcha.

De acordo com a Secretaria Estadual da Saúde, todos apresentam sinais leves e receberam orientação de isolamento domiciliar, sem necessidade de internação. Mais informações podem ser obtidas em www.saude.rs.gov.br.

Encontro em Brasília

Nessa quinta-feira, uma nova reunião em Brasília discutiu aspectos relativos a prevenção, vigilância e atendimento de eventuais casos do novo vírus, que começou a circular no final do ano passado na China e que desde então já causou ao menos 630 mortes no país asiático.

O encontro contou com a participação do ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, e de secretários da área nos Estados e capitais de todo o País. Além da situação epidemiológica, a pauta incluiu o detalhamento dos planos locais e regionais de contingência do coronavírus.

No Rio Grande do Sul, a titular da pasta, Arita Bergmann, reuniu-se nesta semana com os representantes das 19 coordenadorias regionais de Saúde. Ela frisou o alerta e a importância de os coordenadores levarem essas informações para as suas regionais e discutirem localmente a questão. Também destacou algumas regiões gaúchas que demandam maior atenção, como os pontos de entrada internacional – Porto Alegre pelo Aeroporto Salgado Filho e Rio Grande por meio do porto, por exemplo.

Não menos vulneráveis são as áreas do Rio Grande do Sul com características econômicas que favorecem a circulação de visitantes estrangeiros ou de habitantes do Estado que estiveram recentemente no Exterior (incluindo a China). Como exemplos podem ser mencionados o Vale do Sinos (indústria coureiro-calçadista), Candiota (sede de usinas termoelétricas), Vale do Rio Pardo (indústria fumageira) e Ametista do Sul (exploração de pedras preciosas).

(Marcello Campos)

Sair da versão mobile