Sexta-feira, 17 de setembro de 2021

Porto Alegre
Porto Alegre
19°
Fair

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail ou WhatsApp.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Política Eleitores de Bolsonaro podem “se sentir um pouco confundidos” por aliança com o Centrão, diz vice-presidente

Compartilhe esta notícia:

Mourão foi questionado sobre o tema após Bolsonaro anunciar que o senador Ciro Nogueira (PI) será o novo ministro da Casa Civil.

Foto: Bruno Batista/VPR
Presidente do TSE questiona vice-presidente sobre apoio das Forças a uma quebra institucional; general afasta possibilidade.(Foto: Bruno Batista/VPR)

O vice-presidente Hamilton Mourão reconheceu nesta sexta-feira (23) que uma parte dos eleitores que votaram no presidente Jair Bolsonaro em 2018 pode ficar “um pouco” confusa pela aliança do governo com o grupo de partidos conhecido como Centrão.

Durante entrevista no Palácio do Planalto, Mourão foi questionado sobre o tema após Bolsonaro anunciar que o senador Ciro Nogueira (PI) será o novo ministro da Casa Civil. O parlamentar é presidente do PP, um dos partidos do Centrão, grupo formado por diversas legendas que troca cargos e verbas federais por apoio ao governo.

Crítico do Centrão e do “toma-lá-dá-cá” durante a campanha eleitoral, Bolsonaro se aproximou do grupo e, agora, entregou a ele um dos principais ministérios do governo. Indagado sobre a mudança de postura, Mourão reconheceu que parte dos eleitores pode estranhar a situação.

“O eleitor que é o eleitor do presidente Bolsonaro, vamos dizer assim, que é uma parcela de 25%, 30% da população, ele olha a pessoa, independente do partido em que ele está. Agora, a outra parte dos eleitores que também votaram no presidente e, aí foi uma questão mais programática e vamos dizer assim de visão de futuro para o país, esses podem até se sentir um pouco confundidos. Isso vai depender obviamente, então, das ações daqui para lá”, disse Mourão.

“Eu sou do Centrão”

Após afirmar na campanha que o Centrão reúne a “nata do que há de pior” no País, Bolsonaro cedeu espaço no governo em troca de apoio no Congresso e, nesta quinta-feira (22), afirmou em entrevista que nasceu do grupo, já que foi filiado ao PP e ao PTB.

“Eu sou do Centrão. Eu fui do PP metade do meu tempo. Fui do PTB, fui do então PFL. No passado, integrei siglas que foram extintas, como PRB, PTB. O PP, lá atrás, foi extinto, depois renasceu novamente”, declarou Bolsonaro em entrevista à rádio Banda B.

“O tal Centrão, que chamam pejorativamente disso, são alguns partidos que lá atrás se uniram na campanha do [Geraldo] Alckmin [PSDB]. E ficou, então, rotulado Centrão como algo pejorativo, algo danoso à nação. Não tem nada a ver, eu nasci de lá”, acrescentou.

O Centrão não foi criado em 2018. O grupo, que teve protagonistas em grandes escândalos de corrupção como mensalão e Lava Jato, surgiu durante a Constituinte, nos anos 1980, e desde então sempre apoia os presidentes. Integrou, por exemplo, os governos de Luiz Inácio Lula da Silva, Dilma Rousseff e Michel Temer.

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Política

Fabricante da Covaxin nega autoria de documentos entregues pela Precisa ao Ministério da Saúde
Brasil deve ter onda de frio que pode ser uma das mais intensas do século; no Sul, há probabilidade de neve
Deixe seu comentário
Pode te interessar