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Ex-ministro acusa vice-presidente da República de atuar em prol do impeachment

Ex-ministro Ciro Gomes (Foto: Dida Sampaio/AE)

Depois de um período que batizou de “desintoxicação da política”, o ex-ministro Ciro Gomes voltou à cena atirando. Recém-filiado ao PDT, ele acusou a oposição e o vice-presidente Michel Temer de apoiarem uma “escalada do golpismo” contra a presidenta Dilma Rousseff.
Na quarta-feira, ele foi lançado pré-candidato à Presidência em 2018. Já disputou o cargo duas vezes, em 1998 e 2002.

Como o senhor vê a articulação pelo impeachment da presidenta Dilma Rousseff?
A democracia está ameaçada pelo golpismo. Está acontecendo uma escalada do golpe com apoio da oposição, que não aceitou o resultado das eleições. Não gostar do governo não é causa para impeachment. Seria muito caro o preço de uma interrupção do mandato.

Quem iria às ruas defender o mandato de Dilma?
Estarei na primeira fila. Muitos brasileiros vão se perfilar. Não é para defender a Dilma, é para defender a regra. Uma parte das pessoas está nisso de boa fé porque não sabe que quem assume é o vice, Michel Temer, que é do PMDB e amigo íntimo do Eduardo Cunha [PMDB-RJ].

Por que Dilma está tão fraca?
O maior problema do governo não é o escândalo, é a mentira. A gente votou em um conjunto de valores e está recebendo o oposto. O problema é que ela não tem projeto nem equipe. Aí ela entrega a coordenação política ao vice, que distribui todos os cargos importantes ao PMDB e depois lava as mãos e sai. Nunca vi um vice-presidente se mexer tanto. O Temer foi dar palestra para um movimento que está no golpe contra a Dilma e fez uma frase que não admite dupla interpretação. Onde está escrito na Constituição que uma presidenta com 7% [8%, segundo o Datafolha] de aprovação não se aguenta no cargo?

Ele quer a cadeira dela?
Vá ver se o José Alencar [vice de Lula], na crise do mensalão, saiu fazendo palestra e dizendo que era preciso achar alguém para unir o País. (Folhapress)

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