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Por Redação O Sul | 11 de janeiro de 2016
A oferta no SUS (Sistema Único de Saúde), para adolescentes de 15 a 19 anos, de novos métodos contraceptivos que não dependem de consumo diário e duram até cinco anos é alvo de um debate que divide o setor.
O pedido para ampliar a oferta dos LARCs (sigla em inglês para métodos contraceptivos reversíveis de longa duração) para jovens atendidas na rede pública de saúde foi feito pela Febrasgo (Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia).
Em dezembro, o Ministério da Saúde abriu uma consulta pública para analisar o tema. A discussão segue até o dia 2 de fevereiro. A ideia é oferecer duas novas alternativas mais duradouras para evitar a gravidez em adolescentes de até 19 anos. A primeira é um implante subcutâneo, colocado no antebraço, que libera etonogestrel, hormônio que inibe a ovulação.
A outra é um tipo de DIU (dispositivo intrauterino) que libera pequenas doses diárias de outro hormônio, o levonorgestrel. Os métodos, que são reversíveis, têm duração de três e cinco anos. Segundo a ginecologista Marta Finotti, o pedido foi feito devido às altas taxas de gravidez na adolescência registradas no País.
Em 2014, cerca de uma em cada dez adolescentes brasileiras de 15 a 19 anos tinha filhos, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). O índice teve leve queda nos últimos anos. Foi de 14%, em 2001, para 11%. “Os números ainda são assustadores”, diz Finotti, que atribui a queda à evolução dos contraceptivos. E há ainda outros fatores em jogo. “O início da atividade sexual é cada vez mais precoce”, ressalta.