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Economia Governo quer atrasar a passagem de comando do Mercosul para garantir assinatura de acordo com a União Europeia na gestão brasileira

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O Parlamento Europeu e os estados-membros da União Europeia precisam aprovar a adesão.

Foto: Gustavo Magalhães/Ministério das Relações Exteriores
O Parlamento Europeu e os estados-membros da União Europeia precisam aprovar a adesão. (Foto: Gustavo Magalhães/Ministério das Relações Exteriores)

O governo Lula planeja adiar a Cúpula dos Líderes do Mercosul, inicialmente prevista para acontecer no dia 20 de dezembro, em Foz do Iguaçu (PR), para janeiro do ano que vem.

A estratégia tem um pano de fundo importante nas negociações recentes da diplomacia brasileira: garantir a provável assinatura do acordo comercial com a União Europeia na gestão do Brasil na presidência do bloco econômico.

A regra do funcionamento da Presidência Rotativa do Mercosul – ocupada atualmente pelo Brasil – é que esta seja passada adiante durante as cúpulas de Chefes de Estado do Mercosul. O próximo país a assumir o comando do grupo é o Paraguai.

Mas o governo brasileiro quer garantir que o Brasil leve o crédito pela assinatura do acordo. A avaliação, de fontes do governo, é de que Lula fez grande esforço político e diplomático para o fechamento da negociação.

Fontes lembram que Lula fez até pedidos públicos ao presidente da França, Emmanuel Macron, para que “abrisse o coração” para o acordo. A França critica alguns termos por entender que podem prejudicar seus produtores rurais.

Com as articulações diplomáticas do Brasil, um novo cronograma entra em jogo. O Brasil quer trazer a Brasília membros da União Europeia para a assinatura do acordo, no dia 20 de dezembro. O encontro contaria com a participação de representantes dos países do Mercosul, mas não seria propriamente a Cúpula de Chefes de Estado.

A previsão inicial era de que a próxima reunião da Cúpula dos Líderes do Mercosul ocorresse no início de dezembro em Foz do Iguaçu (PR), mas não houve compatibilidade de agenda entre alguns países do bloco, como Paraguai e Argentina.

Então, o governo brasileiro entendeu que poderia adiar a data da próxima cúpula para o ano que vem se baseando no fato de que, em pelo menos 20 edições, o encontro ocorreu no mês subsequente ao término do mandato do país que ocupava a presidência do bloco.

A negociação para o acordo de livre comércio entre Mercosul e União Europeia se arrasta há mais de duas décadas. Se o acordo for ratificado, ele irá criar a maior zona de livre comércio do mundo. Porém, depende da aprovação dos países integrantes dos dois blocos para entrar em vigor.

O Parlamento Europeu e os estados-membros da União Europeia precisam aprovar a adesão. A votação está prevista para ocorrer nos dias 18 e 19 de dezembro.

A Comissão Europeia, além de países como Alemanha e Espanha, defendem que o acordo com o Mercosul pode compensar perdas comerciais provocadas pelas tarifas impostas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Desde a eleição de Trump, em novembro do ano passado, a UE intensificou a busca por novas alianças comerciais, acelerando negociações com Índia, Indonésia e Emirados Árabes Unidos e reforçando os laços com parceiros já existentes, como Reino Unido, Canadá e Japão.

Para os defensores do acordo, o Mercosul representa um mercado em expansão para carros, máquinas e produtos químicos europeus, além de ser uma fonte confiável de minerais essenciais para a transição energética, como o lítio usado em baterias, atualmente fornecido, em grande parte, pela China.

 

 

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