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Economia Inflação domina preocupações do mercado após fala do presidente do Banco Central, e Bolsa cai 1,16%. Dólar fecha em queda

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“Nós queremos que ele vá ao Congresso para explicar o que está acontecendo", diz Gleisi Hofmann. (Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/ABr)

A Bolsa de valores caiu enquanto o dólar se desvalorizou ante o real nesta segunda-feira (11), em um pregão marcado pela maior aversão ao risco no exterior. No Brasil, a preocupação com a inflação dominou o mercado, com investidores repercutindo falas do presidente do BC (Banco Central), Roberto Campos Neto, após o IPCA de março ter atingido o maior valor desde antes do Plano Real. O quadro inflacionário prolongamento do ciclo de alta dos juros.

No exterior, o dia contou com novas declarações de membros do Federal Reserve, Banco Central americano. Os agentes de mercado também monitoraram os desdobramentos, sem grandes novidades, da guerra entre a Rússia e Ucrânia e o avanço de casos da covid-19 na China, que ajudou a derrubar bolsas no mundo e os preços do barril de petróleo.

Ibovespa recua 1,16%

O Ibovespa cedeu 1,16%, aos 116.925 pontos, pressionado pelas baixas de empresas ligadas a commodities.

A moeda americana teve queda de 0,41%, negociada a R$ 4,6899, após ter operado no campo positivo pela manhã. A possibilidade do prolongamento da alta nos juros locais voltou a ajudar o real.

Para o economista-chefe da Órama, Alexandre Espírito Santo, as preocupações com a inflação alta voltaram a pressionar o comportamento dos mercados aqui e lá fora, com os investidores ainda se questionando sobre qual será a reação dos BCs.

“A inflação está alta no mundo inteiro e isso afeta o comportamento dos juros. Os bancos centrais estão em uma encruzilhada e isso é ruim, pois traz insegurança para todos os agentes. O Fed fica no centro, porque, em tese, ele precisa subir os juros mais rapidamente. Mas, ao mesmo tempo, estamos vivendo em um ambiente de conflito, e isso pode ser um vetor recessivo.”

No caso do Ibovespa, além da queda das commodities, também tiveram influência as declarações de Campos Neto sobre o dado do IPCA de março.A Bolsa refletiu um pouco isso. A incerteza do que vai vir em questão de política monetária à frente, combinado com as quedas lá fora.”

Pressão inflacionária

Após o índice de inflação vir, novamente, acima do esperado, o mercado já espera que o ciclo de altas de juros se prolongue além de maio, ao contrário do que havia sinalizado Campos Neto em declarações recentes.

Durante participação em um evento de mercado, o presidente do BC destacou que a pressão inflacionária está presente em vários países, citando as surpresas no Chile e na Colômbia.

No caso brasileiro, ele reconheceu que o último resultado foi surpreendente, com pressão de combustíveis, vestuário e alimentação fora do domicílio.

“Já estávamos vendo uma velocidade da passagem do combustível para a bomba de forma mais rápida. Estamos avaliando essa surpresa e vendo se muda alguma coisa na tendência. Essa surpresa também se faz presente em vários países que tiveram índices anunciados recentemente.”

Ele acrescentou: “Achamos que grande parte do trabalho que fizemos, em termos de juros, vai ter um forte impacto nos próximos trimestres. Temos uma defasagem em relação ao que foi feito. Estamos sempre reabertos a analisar o cenário se entendermos que há algo diferente do padrão que tínhamos identificado até então.”

O presidente do BC destacou que parte da melhora vista no câmbio ainda não está totalmente refletida nos índices de inflação.

Perguntado sobre o impacto da apreciação do real nos índices inflacionários, Campos Neto afirmou que a queda do dólar é benéfica, mesmo que surta efeito contra todos os choques.

“O efeito do câmbio tem sido muito benéfico. Ele serviu como amortecedor na parte de alimentos, em metais, é positivo, e, em combustíveis, eu diria que não foi suficiente.”

Para o presidente do BC, o recente fluxo estrangeiro que veio para o Brasil não tem característica de reversão no curto prazo, sendo necessário observar a forma como se dará o processo de normalização de juros nos EUA.

Ele avalia que o fim das restrições sanitárias levou ao teste da tese de que o aumento dos preços era um choque de oferta e que, portanto, havia um aumento temporário da inflação.

Juros futuros sobem

Após as falas de Campos Neto, as curvas de juros futuros tiveram um novo dia de alta, com os agentes de mercado precificando de que o ciclo de elevações da Selic se prolongue.

No fim do pregão regular, a taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2023 passou de 12,97% no ajuste anterior para 13,085% e a do DI para janeiro de 2024 subiu de 12,43% para 12,65%.

Já a taxa do DI para janeiro de 2025 avançou de 11,77% para 11,95% e a do DI para janeiro de 2027 teve alta para 11,635% ante os 11,50% da leitura anterior.

“O mercado está botando nos preços que não vai se encerrar no 12,75% e, provavelmente, vai para 13,25%”, destaca o economista-chefe da Órama. As informações são do jornal O Globo.

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