Sábado, 29 de novembro de 2025
Por Redação O Sul | 28 de dezembro de 2015
Uma investigação do Ministério Público de São Paulo quer saber se a construtora OAS tentou reservar para a família do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva um triplex na praia de Guarujá (SP), além de bancar 700 mil reais na reforma estrutural do apartamento.
A Promotoria já colheu depoimentos de engenheiros e funcionários do condomínio que apontam que familiares de Lula estiveram no imóvel, de forma discreta, durante a construção e a reforma. Eles teriam desistido de ficar com o triplex, porém, após suspeitas publicadas na imprensa.
Uma das visitas, em 2014, teria sido acompanhada pelo então presidente da OAS, José Aldemário Pinheiro Filho, que chegou a ser preso pela Operação Lava-Jato, acusado de envolvimento em corrupção na Petrobras.
De acordo com o zelador do prédio, um representante da construtora o orientou a não comentar a ligação entre a família do ex-presidente e o imóvel. A OAS justifica que visitas às unidades prontas de seus empreendimentos são frequentes e que não implicam necessariamente o fechamento de negócios. Também nega que tenha ocorrido qualquer promessa de compra e venda a interessados no polêmico triplex do litoral paulista. (Folhapress)