Segunda-feira, 30 de Março de 2020

Porto Alegre
Porto Alegre
25°
Fair

Notícias O governador gaúcho voltou a pedir que os gaúchos permaneçam em casa, evitando o contato com outras pessoas, fator de risco para a transmissão do coronavírus

"Primeiro se protege a vida, depois os empregos", defendeu Eduardo Leite. (Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil)

Nessa quarta-feira, o governador gaúcho Eduardo Leite reforçou a solicitação para que, salvo situações de força maior, os cidadãos permaneçam em casa, evitem o contato com outras pessoas e, assim, contribuam para frear a propagação do coronavírus no Estado. A manifestação foi feita por meio de manifestação no site oficial do Palácio Piratini – www.estado.rs.gv.br.

“É muito importante que as pessoas mantenham a obediência e o atendimento ao nosso pedido”, frisou. “Ficar em casa, restringir contatos, reforçar a higiene e os hábitos de etiqueta respiratória.”

Ainda de acordo com o chefe do Executivo, a redução do nível de contágio do vírus passa necessariamente pela necessidade de se manter a capacidade de atendimento do sistema de saúde, ao menos até que se tenha os equipamentos de proteção individual, respiradores e todos os leitos de UTI [Unidade de Tratamento Intensivo] estruturados “para enfrentar o momento que vem pela frente, que é de contágio maior da população”.

O pedido do governador se tornou mais incisivo e necessário com a confirmação do primeiro óbito pelo coronavírus em território gaúcho, na noite de terça-feira. A vítima é uma idosa de 91 anos que estava internada na UTI do Hospital Moinhos de Vento, em Porto Alegre.

“Já tivemos a primeira morte no Rio Grande do Sul devido ao coronavírus e sabemos que teremos mais perdas pela frente”, reforçou. “Mas nós vamos perder menos vidas se tivermos mais colaboração das pessoas para reduzirmos contato e contágio no Estado.”

Restrições

Leite voltou a referir que o governo gaúcho, com restrição de atividades econômicas e da circulação de pessoas, está seguindo protocolos adotados mundialmente e orientados por especialistas e autoridades internacionais, para ganhar tempo, até que uma solução mais efetiva seja encontrada pela medicina.

Enquanto isso, acrescentou, não deixa de se preocupar e tomar medidas para conter os efeitos econômicos: “Nós temos, sim, preocupação com os empregos. E é por isso que estamos buscando com o governo federal medidas econômicas que nos ajudem a atravessar os tempos turbulentos que serão para a economia em razão dessas restrições”.

“Mas, como tenho insistido, se protege primeiro a vida e, em segundo lugar, os empregos, nesta ordem”, fez questão de salientar. “Não há conflito entre as duas coisas. Precisamos da economia para ter a riqueza que nos ajuda a investir na proteção da vida, mas precisamos das vidas humanas para fazer a economia girar. E nós estamos olhando para as duas coisas.”

(Marcello Campos)

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Notícias

Uma idosa de 91 anos é a primeira pessoa a morrer por causa do coronavírus no Rio Grande do Sul
Com cortes de verba de gabinetes e outras medidas, a Assembleia Legislativa gaúcha vai devolver 30 milhões de reais ao governo do Estado para ações de combate ao coronavírus
Deixe seu comentário
Pode te interessar