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O Supremo Tribunal Federal deve analisar o pedido de liberdade da irmã de Aécio Neves nesta terça-feira

Andrea é apontada como a principal mentora da carreira do irmão mais novo. (Foto: Reprodução)

A Primeira Turma do STF (Supremo Tribunal Federal) deve analisar, nesta terça-feira (13), se revoga ou não a prisão preventiva de Andrea Neves, irmã do senador afastado Aécio Neves (PSDB-MG). A sessão está marcada para as 14h.

O ministro Marco Aurélio Mello, responsável pela ação cautelar referente a Andrea, disse que estava impossibilitado de “rever, individualmente, a decisão do relator substituído, ministro Edson Fachin”. “Fazê-lo conduziria a verdadeira autofagia, a servir apenas ao descrédito do Judiciário”, disse. Por isso, ele decidiu que a Primeira Turma deve analisar a questão. Presidida pelo ministro, a Turma é integrada por Luiz Fux, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes.

A defesa de Andrea requer a liberdade de sua cliente por entender que falta “referência, na denúncia, a fundamentos que autorizem a manutenção da custódia”, salientando que ela está presa desde 18 de maio. Os defensores pedem medida cautelar alternativa.

Andrea é acusada pela PGR (Procuradoria Geral da República) pelo crime de corrupção passiva e foi denunciada por ter pedido R$ 2 milhões em nome de Aécio a Joesley Batista, , segundo os investigadores, pedido a Joesley batista, dono do frigorífico JBS, da holding J&F. Para os advogados de Andrea, no caso dela, caberia a liberdade mediante pagamento de fiança.

O ministro Marco Aurélio demonstrou que pretende levar as decisões da ação cautelar envolvendo Aécio sempre à Primeira Turma, evitando decisões monocráticas.

Presa

Andrea está presa há mais de 20 dias no Complexo Penitenciário Feminino Estevão Pinto, em Belo Horizonte, acusada pela PGR de ter pedido, em reunião com o delator Joesley Batista, do Grupo J&F, R$ 2 milhões, em nome do irmão, como uma ajuda para fazer pagamento à defesa de Aécio no STF.

A defesa afirma que esta é a única suspeita que pesa contra Andrea, e sugere a substituição da prisão preventiva que foi imposta a ela, por liberdade provisória com medidas cautelares alternativas à prisão.

A “primeira irmã”, como ficou conhecida em Minas Gerais quando Aécio governou o Estado (2003-2010), notabilizou-se pela preocupação em não se notabilizar. Atuou longe dos holofotes que recaíam invariavelmente em seu irmão mais famoso, mas concretou a fama de ter conduzido com precisão cirúrgica a carreira política do tucano.

Nascida em 1959, em Belo Horizonte, Andrea é descrita como possuidora de inteligência acima da média e apontada como a principal mentora da carreira do irmão mais novo e agora afastado do cargo pelo STF (Supremo Tribunal Federal). O ditado mais falado em Minas Gerais versa sobre o fato de ela, ao contrário do irmão, nunca ter precisado de votos para possuir poder e influência.

Com formação de jornalista, fez parte de todas as campanhas eleitorais de Aécio. Recentemente, foi tida como uma das mulheres mais influentes do País. Arguta, fez fama de ter a capacidade de conseguir entender rapidamente as fraquezas de adversários e retirá-los do caminho. Muito bem informada, dizem ter se valido de uma rede baseada em sistema de monitoramento de informações e cruzamento de dados. A parafernália virtual teria sido desenvolvida durante a gestão do irmão à frente do governo estadual. (AE)

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