Sábado, 29 de novembro de 2025
Por Redação O Sul | 29 de novembro de 2025
A Polícia Federal (PF) deflagrou a Operação Plano de Voo com o objetivo de aprofundar as investigações sobre um falso alerta de explosivos ocorrido no início de agosto. Durante a ação, agentes cumpriram um mandado de busca e apreensão no estado de Santa Catarina, em um endereço vinculado à principal suspeita do caso.
O inquérito apura os eventos do dia 7 de agosto, envolvendo um voo comercial da companhia Azul que transportava 170 passageiros. A aeronave, que havia decolado de São Luís (MA) com destino a Campinas (SP), precisou interromper o trajeto e realizar um pouso de emergência no Aeroporto Internacional de Brasília. A decisão foi tomada pela tripulação após a descoberta de um bilhete manuscrito no banheiro do avião, o qual alertava para a suposta presença de uma bomba no compartimento de cargas.
Na ocasião, a ameaça acionou rigorosos protocolos de segurança. Equipes da Polícia Federal, da Polícia Militar do Distrito Federal e do Corpo de Bombeiros cercaram a aeronave na pista, realizando a evacuação imediata de todos os ocupantes e uma varredura completa no jato. O incidente causou o bloqueio temporário da área de embarque e o redirecionamento de outros voos, mas a inspeção confirmou a inexistência de qualquer artefato explosivo.
De acordo com a PF, as condutas investigadas podem ser tipificadas como crimes de ameaça e atentado contra a segurança do transporte aéreo. As investigações permanecem sob sigilo e buscam não apenas responsabilizar a autora do bilhete, mas também verificar se existem conexões entre este caso e outros registros de ameaças similares em aeroportos pelo país.
Obra fantasma: PF mira desvio em emendas parlamentares no Dnocs
A Polícia Federal (PF) deflagrou, na manhã desta sexta-feira a Operação Fake Road, que mira um suposto esquema de desvios em contratos de pavimentação firmados pelo Departamento Nacional de Obras Contra a Seca (Dnocs) e financiados com emendas parlamentares.
A ação é realizada em conjunto com a Controladoria-Geral da União (CGU), cujo trabalho técnico identificou graves irregularidades nas obras viárias.
Segundo a PF, as auditorias da CGU levantaram indícios de superfaturamento, serviços executados apenas parcialmente, ou sequer iniciados, medições fraudulentas e favorecimento de empresas previamente escolhidas.
O conjunto de sinais levou à suspeita de formação de uma organização criminosa integrada por servidores públicos e empresários.
O prejuízo aos cofres federais já ultrapassa R$ 22 milhões, de acordo com estimativas preliminares. Com informações dos portais Metrópoles e CNN.