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Simone Tebet fala sobre possível cargo em ministério de Lula e diz: “Não estou atrás de recompensa”

Senadora disse que nunca conversou com o presidente eleito sobre cargos no Executivo. (Foto: Reprodução de TV)

A senadora Simone Tebet (MDB-MS), coordenadora de Desenvolvimento Social e Combate à Fome da transição do governo do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que “não está atrás de recompensa” e que se apresentou de forma voluntária para auxiliar o comitê temático. A declaração ocorreu após ela ser questionada se foi cotada para assumir a pasta. “Nunca conversei com Lula sobre cargos ou ministérios. Não tratamos disso”, apontou durante coletiva de imprensa no CCBB.

“Minha posição é de dever cívico. Não estou atrás de recompensa, não preciso disso. Eu contribuo com a política brasileira com ou sem cargo. Esse governo tem que dar certo porque a forma de o Brasil tem de consolidar a democracia e afastar de vez a tentativa de uma vinda ao Brasil de um fascismo ou de um neo facismo da extrema direita. Eu entendi, ao me colocar à disposição do grupo de transição eu entendi que o meu dever como mulher não estava cumprido com o término do segundo turno. Havia uma transição que requer votos no congresso, que exige de nós toda a responsabilidade social e fiscal, foi por isso que me apresentei como voluntária dentro dos grupos”, destacou.

Resistência

A senadora teria confidenciado a pessoas próximas que prefere atuar na área do desenvolvimento social. O que também agrada ao comando nacional do MDB, pois o partido não esconde de ninguém o desejo de controlar o Auxílio Brasil, que deve voltar a ser chamado de Bolsa Família.
Trata-se de um dos programas da União mais cobiçados pelos partidos, afinal tem uma linha direta com mais de 2,2 milhões de famílias beneficiadas, que totalizam 20,2 milhões de pessoas em todo o País.

O PT, no entanto, está resistente em indicar Simone Tebet para assumir um ministério. A chance de ela ser indicada a um ministério está condicionada ao MDB, que teria de assumir o nome da congressista como a representante do partido no governo. Conforme apurações, o MDB não deve tomar essa iniciativa. O PT não quer se responsabilizar pela indicação de Tebet, por avaliar que ela é independente da base petista, o que poderia causar problemas.

Para os integrantes dos grupos de transição, a senadora pode “virar o Sergio Moro do Lula”. O ex-ministro da Justiça deixou o governo Bolsonaro acusando o presidente Jair Bolsonaro (PL) de crime de responsabilidade.

A senadora disputou a Presidência da República pelo MDB neste ano e ficou em terceiro lugar, com 4,16% dos votos válidos no primeiro turno, em 2 de outubro. Três dias depois, declarou apoio à candidatura de Lula. Tebet participou ativamente da campanha de Lula no 2º turno e atualmente integra a equipe de transição do governo na área de desenvolvimento social.

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