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Sob o comando de Eduardo Cunha a Câmara dos Deputados bateu recorde em votação de projetos

Eduardo Cunha se elegeu presidente sob a promessa de resgatar a "independência" em relação ao Executivo e impôs derrotas importantes ao governo, (Foto: André Coelho/AG)

Ao mesmo tempo em que o governo vê sua base na Câmara dos Deputados se diluir, o total de projetos votados pelos parlamentares aumenta de forma igualmente inédita. Sob a presidência do oposicionista Eduardo Cunha (PMDB-RJ), a Câmara bateu em 2015 o recorde de votações nominais levadas a cabo desde 1991. Foram 300 propostas votadas desde o início da atual legislatura, número 39% maior que o recorde anterior, de 2007.
O que há de comum entre a queda no governismo e o ritmo recorde de votações é justamente a batuta do presidente da Casa, a quem cabe a definição da pauta do que será analisado pelos deputados. Cunha se elegeu presidente sob a promessa de resgatar a “independência” em relação ao Executivo e impôs derrotas importantes ao governo, como na votação do reajuste dos salários do Judiciário em pleno ajuste fiscal e na diminuição da maioridade penal.
Outra hipótese para explicar o recorde de votações é a grande dispersão entre as bancadas. Normalmente, quando as bancadas estão coesas e o governo consegue pautar as principais decisões que são tomadas pelos deputados, é comum que projetos importantes sejam aprovados sem que tenham que passar por votação nominal em plenário. É o caso, por exemplo, de medidas aprovadas em caráter conclusivo dentro das comissões ou quando há votação simbólica após acordo entre os líderes das bancadas.

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