Sábado, 29 de novembro de 2025
Por Redação O Sul | 29 de novembro de 2025
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), defendeu a adoção da prisão perpétua no Brasil para determinados tipos de crime.
Durante encontro com agentes do mercado financeiro no Annual Meeting, realizado pela XP Asset Management, ele afirmou a necessidade de mudanças na legislação brasileira para combater o crime.
“Eu defendo algumas mudanças [na legislação] que são até radicais. Que a gente comece a enfrentar o crime com a dureza que o crime merece ser enfrentado. Não acho, por exemplo, nenhum absurdo você ter prisão perpétua no Brasil.”, Tarcísio de Freitas, governador de SP.
Pré-candidato nas eleições de 2026, não se sabe ainda se à reeleição em São Paulo ou à Presidência da República, Tarcísio se disse favorável à discussão da pena perpétua por meio de referendo já no pleito de 2026.
Ele também defendeu o trabalho feito pelo presidente de El Salvador, Nayib Bukele, no país.
O salvadorenho ficou famoso por usar a política de tolerância zero ao crime organizado e uso da força bruta para seu combate. Bukele é acusado de violar direitos humanos ao reduzir criminalidade em El Salvador e virou exemplo para a extrema direita dos EUA e outras partes do mundo.
“Acho que a gente tem que aproveitar para repassar aquilo que a gente tá fazendo. Mal comparando, vamos ver o que o Bukele fez em El Salvador. O que era e o que é. Se a gente traz segurança para as pessoas, a gente também está trazendo segurança para os investidores. Nós estamos falando de oportunidade. Tarcísio de Freitas, governador de SP.
“Quantas pessoas não se instalam em um determinado local por falta de segurança? Então, a gente precisa encarar a segurança de uma forma diferente”, completou.
As declarações foram dadas após ser perguntado sobre como o Congresso Nacional tem conduzido as mudanças na legislação a respeito do crime organizado e das facções criminosas.
Em sua resposta, o governador paulista pediu novas medidas do Congresso para “aumentar o custo do crime” e defendeu as operações da Polícia Militar – Escudo e Verão – no litoral de São Paulo, que terminaram com ao menos 84 mortos.
“Não é razoável deixar que alguém [ou algum grupo] domine um território e passe a impor a sua própria regra e a sua própria lei no território. O estado não pode permitir que áreas sejam dominadas por criminosos. Por isso, as operações pesadas que nós fizemos na Baixada Santista eram necessárias naquele momento para não se perder o controle da situação”, afirmou. Com informações do portal G1.